Arte e memória dançam domingo no palco do Baltazar Dias

Na noite de amanhã, domingo, dia 03 de Dezembro, o grupo Dançando com a Diferença leva ao palco do Teatro Municipal Baltazar Dias dois espetáculos inseridos no ENCLUDANÇA: 3º Encontro Internacional de Arte e Acessibilidade, uma coprodução com a Câmara Municipal do Funchal e com o apoio da Secretaria Regional da Educação.

Segundo uma nota de imprensa, numa noite culturalmente rica e cheia de surpresas, no dia Internacional das Pessoas com Deficiência (03 de Dezembro) pelas 21h, subirão ao palco da principal casa de espetáculos do Funchal dois grupos de dança.

Numa primeira parte, o grupo Em Movimento da Centro de Reabilitação de Ponte de Lima (da APPACDM) apresentará o espetáculo CreSer, uma colaboração de diversos artistas entre eles Andreia Alpuim, Francisco Brás e Henrique Amoedo.

Este grupo amador composto por elementos com e sem deficiência abrilhantará esta noite especial com um espetáculo onde todas a heterogeneidade do seu elenco, todas as suas semelhanças e diferenças estarão juntas em palco unidas pela dança.

Conceição Cunha, diretora do grupo Em Movimento ao referir a dança menciona que “é uma arte que através da individualidade do movimento une, aproxima, cria e transforma e dá certeza ao Ser e força ao seu trabalho”.

Na segunda parte desta mesma noite, será a vez do Dançando com a Diferença – Sénior / Ginásio de São Martinho tomar o palco. Estrearão uma criação dos coreógrafos Natércia Kuprian e Telmo Ferreira , um espetáculo muito especial que denominaram de “GARANITO: Histórias e Memórias”.

É entre as histórias e memórias que este grupo de intérpretes séniores do Dançando com a Diferença buscarão dentro das suas particularidades a união sob uma coreografia que explora o seu passado e as suas vivências, fazendo-lhes recordar dos tempos em que bordavam em família, numa época que embora hoje pareça distante certamente aquecerá o coração e emocionará muitos madeirenses.

Com foco no ponto de bordado tradicional madeirense, o Garanito, esta coreografia surge de um trabalho de recolha de depoimentos e troca de histórias entre os membros deste grupo sénior e os coreógrafos, que imergindo nos discursos ora felizes e cheios de orgulho ou ora emocionados e cheios de saudade, descobriram em conjunto os momentos de horas passadas a bordar ao som das músicas de antigamente, horas essas que revelariam um ponto partida para esta criação que levará o publico madeirense a conhecer uma das formas de autorrepresentação deste grupo muito peculiar.

Por fim, a organização refere que “desta forma, no dia 03 de Dezembro, no Dia Internacional das Pessoas com Deficiência”, pelas 21h no Teatro Municipal Baltazar Dias, não haverá argumentos para não usufruir de um noite de espetáculos carregados de emoção e nostalgia trazidos a palco pelo ENCLUDANÇA: 3º Encontro Internacional de Arte e Acessibilidade”.