JSD preocupada com o excesso de rotatividade de estagiários nas empresas, aponta o futuro ao PSD na Região: reconhecer erros, definir estratégias

 

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O futuro da Região, sob comando social democrata, deve ser encarado, partidariamente, reconhecendo os erros e “estruturando estratégias” para “continuar a melhorar a realidade interna”, defende a JSD.

O Conselho Regional da JSD-Madeira, reunido no Paul do Mar, onde também ocorreu a cimeira entre as duas estruturas jovens partidárias, da Madeira e dos Açores, mostrou-se preocupado com a elevada taxa de rotatividade de estagiários nas empresas, sendo esta uma das posições que estão plasmadas num documento a ser entregue ao líder do PSD-M Miguel Albuquerque.

Neste particular, que tem a ver com a questão do desemprego jovem, a descer na Madeira e a subir nos Açores, os jovens defendem a criação de incentivos fiscais por forma a evitar essa “elevada taxa de rotatividade”, sendo esse benefício essencial para diminuir a taxa de desemprego jovem”, defendendo neste contexto, “a permanência de todos os estagiários que se encontram na Administração Pública”.

O problema da Inclusão e Assuntos Socias, diz o texto das conclusões, “é transversal a ambas as estruturas de juventude partidária. As políticas inclusivas devem ser um fator central dos dois governos, promovendo um maior bem-estar e qualidade de vida às populações insulares. O apoio às IPSS, que ajudam os mais carenciados, bem como projetos inovadores de ajuda àqueles que mais precisam, são um foco primordial da JSD Madeira e JSD Açores. De nada servem propostas avulsas, sem rumo estratégico, e que apenas pretendem distribuir valores monetários, com fins eleitoralistas”.
documento, que contempla as conclusões dos trabalhos de sábado, foca ainda a sua atenção no subsídio de mobilidade, nas tarifas aéreas praticadas e no passe sub23, apontando “a responsabilidade que é exclusiva da República para resolução destes problemas que em muito afectam os nossos jovens conterrâneos e que tratam as Regiões Autónomas de forma injusta e desigual”.

Para a Saúde, um enfoque para a “carência nos cuidados primários, nomeadamente em relação aos médicos e enfermeiros, dado que, apesar de uma boa acessibilidade, os tempos de espera são elevados e a taxa de abrangência da população aos médicos de família fica aquém do expectável, essencialmente nos Açores. Logo, é fundamental incentivar a fixação dos médicos em determinadas especialidades, por exemplo médicos de famílias e anestesistas”, referindo ainda um alerta para, na área da Proteção Civil, antever “uma eventual carência de bombeiros voluntários”.

Sem posição conjunta nas eleições para o PSD

O Conselho Regional, em matéria partidária, declara “não assumir uma posição conjunta relativamente às eleições internas no PSD Nacional, dando total liberdade de escolha, como é natural, aos militantes que já estejam integrados no Partido Social Democrata, e aproveitando para agradecer a Rui Rio e Pedro Santana Lopes pela disponibilidade de ouvir os anseios da JSD, bem como, pela clara apresentação dos seus projectos”.

Os jovens da JSD-M lembram as recentes autárquicas e aproveitam para afirmar que vão estar ao lado do PSD “defendendo a social democracia enquanto resposta de futuro para a Região”, mas também apontam o futuro neste sentido: “Reconhecendo erros e estruturando estratégias que permitam continuar a melhorar a realidade interna”.

Aproveitam, também, para “repudiar o Orçamento de Estado 2018, que, uma vez mais, trata as Regiões Autónomas de forma desajustada em relação a Portugal Continental”.