86 obras de arte assinalam em Lisboa o arranque das comemorações da Descoberta do arquipélago da Madeira

Os comissários da exposição “As Ilhas do Ouro Branco – Encomenda Artística na Madeira: Séculos XV-XVI”, Francisco Clode de Sousa e Fernando António Baptista Pereira, enfatizam acerca da mesma “(…) a narrativa que parte do espanto dos primeiros navegadores perante o novo território e prossegue com a evocação do esforço do povoamento e da implantação de estruturas económicas e administrativas no arquipélago”. Esta mostra, sublinham, dá a conhecer as elites comitentes locais através das suas encomendas – obras de pintura, escultura ou ourivesaria – provenientes da Flandres, do continente e até do Oriente.

Numa última sala, expõem-se as mais destacadas obras-primas, sintetizando, com particular brilho, a riqueza do património madeirense dos séculos XB e XVI, refere o texto do press-release hoje divulgado.

“Marcando o arranque das Comemorações dos 600 Anos do Descobrimento da Madeira e Porto Santo, esta embaixada cultural do arquipélago em Lisboa é constituída por 86 obras de arte, que ilustram a especificidade da encomenda local a oficinas nacionais e estrangeiras. Destacam-se, entre as obras expostas, a Cruz processional (1500-1525) oferecida por D. Manuel à Sé do Funchal; a Virgem da Igreja Matriz da Ribeira Brava (início do século xvi), com o Menino Jesus nu e adormecido, esculpida no Brabante; o Tríptico da Descida da Cruz (c. 1518-1527), atribuído a Gérard David, possivelmente encomendado em 1518 pelo mercador de origem genovesa Umberto Lomelino; o Tríptico de Santiago Menor e de São Filipe (c. 1527-1531), atribuído a Pieter Coeck van Aelst, em cujas abas surgem os retratos da família de Simão Gonçalves da Câmara, dito o Magnífico, terceiro donatário do Funchal”.

A exposição foi hoje oficialmente apresentada à comunicação social do país no Museu Nacional de Arte Antiga, com a presença de diversos responsáveis pela gestão cultural madeirense, incluindo a directora regional da Cultura, Teresa Brazão, o director de serviços de Museus da DRC, Francisco Clode, um dos curadores da mostra, e da secretária regional do Turismo e Cultura, Paula Cabaço, entre outros.