Albuquerque acusa governo de Costa de estar ao serviço partidário

Albuquerque A Jornadas Parlamentares
Miguel Albuquerque encerrou as Jornadas Parlamentares do PSD-M com críticas ao Governo da República.

O presidente do Governo Regional acusou o Governo da República de estar a ser “utilizado e monopolizado ao serviço partidário”, em prejuízo da Região. Miguel Albuquerque afirmou, no encerramento das IV Jornadas Parlamentares do PSD, que a Região vive hoje “uma situação muito complicada”, terminando o dia como começou, com uma posição de “murro na mesa” para com Lisboa.

De manhã, quando se dirigiu ao Hospital para dar sangue, o chefe do Executivo já tinha mostrado a sua indignação pelo atraso nas verbas para o novo hospital, também com acusações para o governo de António Costa de ter comportamentos político partidários visando “o assalto ao poder na Região em 2019”.

Albuquerque disse, perante os deputados, que “a Madeira exige que os compromissos do Governo da República sejam cumpridos, são os direitos do madeirenses e dos porto-santenses que têm de ser assegurados”, referindo existirem “discriminações inaceitáveis”, como o facto de a Região estar a pagar uma taxa de juro do nosso empréstimo “claramente superior àquele que a República paga ao exterior e, neste momento, podemos dizer que a República está a ganhar dinheiro à custa da Madeira”. O que contraria, de resto, conforme sublinhou, aquilo que foi dito pelo Primeiro-Ministro, quando se deslocou à Madeira.

O presidente do PSD Madeira, tal como já o tinha feito de manhã, abordou o novo hospital e o subsídio de mobilidade, considerando ser”escandaloso que uma companhia maioritariamente pública continue a praticar os preços mais caros por milha na Europa e em território nacional”.

O presidente do PSD/Madeira salientou que nos últimos 50 meses todos os indicadores económicos têm apresentando crescimento, não só devido ao grande esforço do Governo Regional, mas também dos empresários madeirenses e dos trabalhadores. Como resultado, a Região apresenta, no terceiro trimestre de 2017, a menor taxa dos últimos 7 anos, recordando que quando chegou à presidência do Governo Regional deparou-se com 15,8% de taxa desemprego, agora situada nos 9,3%.

Abre-se agora, segundo Miguel Albuquerque, um novo ciclo de investimento, mas sem que sejam descuradas as questões sociais, em particular no que se refere às medidas relacionadas com o envelhecimento da população, com o reforço da ajuda domiciliária e de todas as valências na área da saúde.

São também retomados os investimentos públicos em todas as áreas, mas em especial na saúde, na educação, no ambiente e nas acessiblidades, os quais terão “efeitos importantes, quer na economia local, quer no trabalho dos cidadãos, quer também ao nível do desenvolvimento das empresas”.

Por seu lado, Jaime Filipe Ramos sublinhou esta que o Programa de Governo será cumprido e o grupo parlamentar irá “exigir isso mesmo ao Governo Regional”. “A única coisa que pedimos é que não nos criem obstáculos a este cumprimento do Programa do Governo”, disse o líder parlamentar, sublinhando que hoje a Região tem “um grande obstáculo pela frente, que é o Orçamento do Estado para 2018” e que “tem uma intenção de prejudicar o programa de Governo do PSD e aquele que foi o compromisso com a população em 2015 até 2019”.