Padre José Luís Rodrigues crítica hipócritas da versão madeirense do Crime do Padre Amaro

O padre Jose Luis Rodrigues crítica os comentários hipócritas que têm circulado nas redes sociais e não só, na sequência da divulgação da paternidade do padre do Monte.

No seu estilo frontal, o pároco de São Roque recorre a Eça de Queirós e ao seu emblemático romanc Crime do Padre  Amaro,  num paralelismo entre as reações hipocritas da então sociedade oitocentista de Leiria e a postura chocada da sociedade madeirense perante  a quebra do vínculo do celibato por parte do padre Giselo Andrade.

O FN reproduz o artigo de José Luis Rodrigues publicado no blogue “Banquete da Palavra”.

“A versão madeirense de Eça de Queirós em o “Crime do Padre Amaro”, provocou uma verborreia de comentários tão eruditos, juízos de valor tão aturados, incomportável sabedoria de tanta gente sobre leis da Igreja e compromissos… que, aparece, que passamos a viver numa sociedade tão perfeita que deixou de haver traição, adultério, infidelidade, filhos fora do casamento, mães solteiras, violência doméstica, divórcios, separações, filhos das varas verdes, casais desavindos, famílias desfeitas, homens e mulheres com filhos de várias mulheres e vários homens, etc. Tudo tão sério, tudo tão impecável, tudo tão honesto, tudo tão bonitinho, tudo tão fiel, tudo tão feliz… Que perante tanta perfeição, se acabasse de chegar pela primeira vez a esta pequena porção de terra deste Planeta, provavelmente, acreditava que estava no melhor dos mundos. Só para lembrar, os perfeitos deste mundo já estão todos nos cemiterios”..