Pároco da Sé assegura que, normalmente, o novo órgão não retira visibilidade ao retábulo

Foto Rui Marote

O pároco da Sé do Funchal, cónego Vítor Gomes, entrou em contacto com o FN pedindo a publicação dum esclarecimento relativo à notícia que publicámos recentemente, e na qual se aborda o polémico posicionamento do novo órgão, que tapa um valioso retábulo de pintura flamenga.

Diz o pároco que “o novo órgão foi pensado ao serviço da liturgia da Catedral e da
participação dos fiéis. As suas características sonoras foram estudadas para concretizar esse objectivo”.

Segundo o comunicado, o Cabido da Catedral analisou a proposta feita e achou por bem
que o projecto tivesse seguimento.

Admite-se que o impacto visual do novo instrumento foi ainda alvo de atenção, mas salienta-se que “é preciso ter em conta que o órgão só ficará à face da capela do Bom Jesus nas celebrações mais importantes ou na participação em concerto. Nos outros tempos”, alega-se, “fica encostado à parede da referida capela”, posição que, asseguram-nos, “não retira a visibilidade ao altar do século XVIII nem às pinturas flamengas que aí se encontram”.