Complemento solidário para idosos e pensionistas divide opiniões

Na sessão plenária da Assembleia Legislativa Regional desta manhã, esteve também em debate a questão do complemento solidário para idosos e pensionistas, já várias vezes abordada pelo Bloco de Esquerda. Roberto Almada voltou a defender esta necessidade, mas as reacções não foram propriamente favoráveis, já que dentro dos partidos da própria oposição ao Governo Regional, houve quem discordasse de sobrecarregar o GR com esta despesa, considerando que a mesma deve pertencer ao Estado. Raquel Coelho, hoje protagonista de numerosas intervenções críticas, apontou ao deputado do BE que não fazia sentido “pedir ao sacristão”, quando se poderia “dirigir ao papa”, querendo dizer que os bloquistas, que suportam a “Geringonça”, como lhe chamou, podiam intervir “usando a sua magistratura de influência” junto do Governo da República para que esta necessidade de verbas fosse suprida. No entanto, Almada retorquiu que essa despesa está, no arquipélago vizinho dos Açores, a cargo do Governo Regional.

Já o centrista Lopes da Fonseca considerou que a despesa com o complemento seria incomportável para o orçamento da Região, o que por sua vez seria contrariado pelo independente Gil Canha.