Puigdemont quer Catalunha independente mas deixa a “porta aberta” ao diálogo

Puigmont
Puigdemont quer Catalunha independente mas teve um discurso moderado abrindo porta ao diálogo com o governo espanhol.

Carles Puigdemont, presidente da Generalidade da Catalunha, acaba de dizer que a “Catalunha ganhou o direito de se tornar independente”, abrindo no entanto a porta ao diálogo pedindo ao parlamento que suspenda a independência para propiciar isso mesmo, o diálogo. Foi um discurso mais moderado sem os previsíveis ultimatos, aquilo que o mundo mais temia que acontecesse face às anunciadas consequências, avançadas pelo Governo de Madrid, perante uma decisão considerada inconstitucional e, por isso mesmo, passível de sanção.

O líder da Catalunha, que tem estado no centro das atenções nos últimos dias, falou hoje ao Parlamento, com as televisões em direto e a Espanha e o mundo em suspense, começando por referir os resultados do último referendo e a violência policial por ordem do governo central de Rajoy.

Puigdemont pediu respeito pela democracia e pela paz, criticou a posição de Madrid e elogiou a participação do povo no referendo, a todos os que tornaram possível a consulta popular que, por larga maioria, deu o sim à independência. Diz que a Catalunha “foi fator de estabilidade para Espanha e sempre contribuíu para a democracia e para o progresso do País”.

O líder catalão afirma não ter “nada contra Espanha”, mas diz que “esta relação não funciona e é insustentável. Com os resultados do referendo de outubro, a Catalunha ganhou o direito a ser um Estado independente e a ser escutada. As urnas disseram que era a independência”.