“Nova Mudança” promete tudo fazer para extinguir a empresa “Frente Mar”

A candidatura da “Nova Mudança” à Câmara Municipal do Funchal percorreu hoje as zonas altas de São Gonçalo, estabelecendo contactos com a população e visitando também o bairro da localidade, onde aproveitaram para denunciar “a situação do presidente da Junta desta freguesia, que acumula esse papel com o de director da empresa Frente Mar”.

Conforme declarou o candidato Roberto Vieira, a “Nova Mudança” entende que numa freguesia com a dimensão da que São Gonçalo tem, um presidente não pode dirigir uma empresa e a Junta ao mesmo tempo. “Nós denunciamos essa situação, não a aceitamos e não compreendemos a atitude da Câmara Municipal do Funchal, de contratar estas pessoas, nomeadamente os directores, os últimos que foram contratados, a peso de ouro, tirando-os de actividades que estavam a ter nas Juntas de Freguesia, neste caso, o Sr. Presidente”.

Por outro lado, atirou Roberto Vieira, também não se compreende “a acumulação de salários, ainda por cima exorbitantes, em prol da pessoa própria e esquecendo a população”.

Na visita que a Nova Mudança empreendeu a São Gonçalo, constatou a existência de “muito matagal, muitas ruas por limpar, muitas zonas completamente esquecidas pela CMF e por esta Junta”.

“Entendemos que um presidente [da Junta] presente poderia evitar estas situações. Todos nós sabemos que no ano passado os incêndios andaram ali a rondar São João Latrão, onde as bocas de incêndio deixaram de deitar água. Há situações gravíssimas nesta freguesia”, denunciou, pelo que a Nova Mudança exige que haja um presidente presente, e “não um presidente que vem aqui assinar uns papéis, leva um ordenado e depois vai para a Frente Mar tomar uns refrigerantes e apanhar algum sol”.

Mais: esta candidatura promete que se for eleita, e eleger deputados municipais ou vereadores, exigirá o encerramento imediato da Frente Mar. Isto, “tendo sempre presente que os trabalhadores que já lá estavam sejam absorvidos pela Câmara Municipal, porque as pessoas não têm culpa da incúria do PSD no passado em relação a esta empresa, nem da actual coligação a manter. Nós achamos que esta empresa pode ser absorvida pela CMF, bem como os seus funcionários. Esta empresa, como sabemos, vem dando prejuízos na ordem dos 400 mil euros por ano”, fulmina Roberto Vieira.

400 mil euros poupados por ano, darão com certeza para resolver muitos problemas de pobreza, afirma Roberto Vieira, de saneamento básico e de limpeza como as que existem na freguesia de São Gonçalo, e que não foram resolvidos nos últimos quatro anos.