Judeus, o “povo escolhido” em grande quantidade em Kiev

Rui Marote

Ao chegar a Kiev, destino final da minha viagem pelo Cáucaso antes do regresso à Europa, encontrei o “povo de Deus”, na pessoa de judeus ortodoxos presentes em grande númeor naquele aeroporto.
Ao longo da sua história, este sempre foi um povo sofrido e vítima de preconceito, até aos dias de hoje. Enfrentaram o maior genocídio da história às mãos dos nazistas.


Na minha chegada a Kiev, uma multidão vestida de negro envolveu o aeroporto de Borispool na zona de verificação de passaportes. Ostentando na sua grande maioria o chapéu de aba larga preto com papelotes ornamentando a sua fisionomia, de uma coisa não se podia duvidar: estes homens eram judeus.
O Torah diz: “Não cortarás o cabelo nas têmporas, nem apararás as beiradas da barba” Levítico 19:27. Daí o respeito que ainda hoje têm por esta indumentárias os ortodoxos do judaísmo.

Os judeus iemenitas e também chassídicos usam esse Peót para não rapar os lados da cabeça. São características dos judeus ortodoxos. Outros, por debaixo do chapéu, têm sempre aquele chapéuzinho no alto da cabeça que se chama o Kipá, um lembrete constante da presença de Deus.
Muitos exibem passaporte europeu. Tomei a liberdade muito discreta de os fotografar na sala de embarque: duas fotos que demonstram o que atrás descrevi.
Cheguei a pensar que tinha aterrado em Israel. O porquê de tantos judeus a chegar a Kiev é assunto que ainda hoje não descobri… Fica este curto apontamento que vale apenas pela curiosidade das fotos registadas.