TAP leva voto de protesto do Governo Regional contra os preços das viagens “sem justificação e sem critério”

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O Governo Regional considera que não há justificação para os preços praticados pela TAP nas ligações Funcha/Lisboa/Funchal,

Uma nota da secretaria regional da Economia, Turismo e Cultura, que tem a tutela dos transportes, dá conta que “o Governo Regional apresenta, amanhã, dia 14 de setembro, um voto de protesto contra os preços que estão a ser praticados, neste momento, pela Companhia aérea TAP, na ligação entre a Região e o continente português”.

Esta reação, diz a nota da SRETC, “surge perante uma política de preços que tem vindo a ser assumida e praticada, pela referida Companhia, sem qualquer justificação ou critério, penalizando, fortemente, os residentes», conforme explica o Secretário Regional Eduardo Jesus.

Diz a secretaria que “sendo esta uma linha que é de extrema importância para a TAP, que lhe é rentável e que tem uma procura em crescendo, sobretudo induzida, mais recentemente, pelo subsídio social da mobilidade, «fica difícil, senão impossível, compreender esta política de preços, que é abusiva e altamente lesiva para todos os residentes na Região, assim como também se torna inaceitável que, havendo maior procura, essa tendencia não seja acompanhada pela disponibilização de mais lugares e, com isso, se consigam esbater os preços».

Diz ainda a mesma informação do Governo Regional que “embora questionada, regularmente, com oficios enviados, diretamente, ao Presidente do Conselho de Administração, a TAP mantém os mesmos argumentos de sempre, «que não nos parecem sequer plausíveis», sobretudo quando confrontada com os relatórios de monitorização que têm vindo a ser desenvolvidos, diariamente, relativamente a todas as tarifas e a todas as companhias que voam de e para a Madeira, desde Portugal continental. Relatórios que demonstram que, em alguns casos, os preços já duplicaram entre janeiro e agosto deste ano”.

O Secretário Regional com a tutela dos Transportes sublinha nessa nota enviada aos orgãos de comunicação social, que o «Governo Regional não pode deixar de agir perante uma situação que não é justificada nem pelo mercado nem pelas regras da oferta e da procura» e reconhece que este «protesto público será levado até às últimas consequências, até porque, acima de tudo, está a defesa do interesse da Região e de cada um dos seus residentes».

Acrescenta ainda que, «a nossa realidade, quando comparada à realidade dos Açores, evidencia que a Região Autónoma da Madeira está a ser discriminada». E isto porque, «se fizermos essa comparação, facilmente verificamos que voamos 3 vezes mais, que temos uma ocupação das aeronaves da TAP semelhante (portanto, não há nenhuma diferença na pressão da procura face à oferta) e que, mesmo assim, os preços praticados relativamente à outra Região Autónoma, que fica mais longe do continente português, são sempre 40% mais baixos – ou mais – do que aqueles que se praticam para a Madeira».

«Uma Companhia que é portuguesa e que é detida pelo Estado Português deveria ter uma consideração diferente pelo território nacional que atendesse a estas particularidades e que não fosse discriminatória para nenhum cidadão português, independentemente deste residir no continente ou em qualquer uma das ilhas que pertencem ao país», remata.