Prédios abandonados na Zona Velha e Barreirinha restaurados por particulares para o negócio crescente do alojamento local

Um fim de tarde na Barreirinha. Foto Emanuel Silva.

Na tarde de ontem, o pôr do sol na Barreirinha oferecia o cenário que a imagem documenta. Um bom pretexto para o turismo puxar das objetivas e registar o momento de grande beleza.  Mas não só de beleza vive esta zona da cidade que deixou de ser pacata. Na verdade, é possível constatar que muitos dos imóveis degradados da zona têm sido restaurados por particulares que fazem negócio com o chamado alojamento local.

Russos, franceses, ingleses e alemães passeiam-se pela Zona Velha da Cidade até à Barreirinha em cada vez maior número, o que tem contribuído para dinamizar o comércio e demais investimentos turísticos.

Outro prédio antigo para restaurar e cujas trabalhos já arrancaram.

Esta área da cidade tem vindo a ganhar uma outra dinâmica quer pela revitalização comercial da Zona Velha da Cidade quer pela dinâmica do Bar da Barreirinha, com eventos musicais semanais que têm vindo a atrair madeirenses e turistas a este espaço.

Já pelas 19h00, desde a rua de Santa Santa ao Socorro, os restaurantes e cafés começam a encher-se de turistas, ocupando cada vez mais as ruas com as famosas esplanadas. Os prédios antigos, degradados e abandonados durante décadas, vão sendo silenciosamente restaurados e reservados ao alojamento local. É já bem visível no local, a nova dinâmica.

No entanto, se por um lado o maior afluxo de turismo é considerado positivo, também é verdade que os defensores do património edificado pedem mais cautela às entidades públicas no sentido de gerirem esta expansão de forma mais criteriosa, no respeito pela herança cultural do espaço. A ocupação desordenada das ruas pelas esplanadas, inclusive tapando imóveis de interesse cultural, não abona numa cidade que tem, além de paisagem, também cultura para mostrar ao visitante.