CMF e Câmara de Lisboa assinaram protocolo para formação de bombeiros madeirenses na capital

Carlos Castro, vereador da Câmara Municipal de Lisboa, e o edil funchalense Paulo Cafôfo, assinaram na manhã de hoje um protocolo de cooperação entre a Câmara Municipal do Funchal e a Câmara Municipal de Lisboa, oficializando a cooperação entre os Bombeiros Sapadores do Funchal e o Regimento de Sapadores Bombeiros de Lisboa, no âmbito da nova Escola de Bombeiros do Funchal.

Carlos Castro salientou, na ocasião, que hoje em dia a formação, neste como em outras actividades profissionais, é fundamental, sendo que em profissões como a de bombeiro, é ainda mais importante para que os mesmos tenham uma elevada capacidade de resposta aos sinistros.

O autarca elogiou as pontes que se estão a estabelecer com o Funchal, à semelhança do que a edilidade lisboeta fez o ano passado com o Governo Regional dos Açores, no sentido de elevar a capacidade profissional dos bombeiros.

Este acordo, referiu, surgiu na sequência de conversas que já vinham sendo mantidas há muito tempo com a Câmara do Funchal. “O presidente da CMF sempre tentou encontrar soluções para a formação dos bombeiros funchalenses”, testemunhou. “Há muito tempo que a CMF não tinha uma formação de bombeiros”.

Os bombeiros entretanto seleccionados pela CMF serão, no âmbito deste acordo, sujeitos a formação na Escola de Sapadores Bombeiros de Lisboa. Serão depois sujeitos a acompanhamento por instrutores da mesma, já no Funchal.

Por seu turno, o edil Paulo Cafôfo agradeceu ao vereador lisboeta o facto de ter-se deslocado ao Funchal para a celebração deste protocolo.

Elogiou ainda a articulação desenvolvida entre as duas cidades para a qualificação dos bombeiros, garantindo assim maior segurança às populações, diminuindo a vulnerabilidade aos sinistros.

Salientou também na oportunidade a abertura de concurso por parte da CMF para novos veículos para os bombeiros, no valor de 800 mil euros. Salientou, porém, que “o mais importante são as pessoas”, nomeadamente os “soldados da paz”. Daí a necessidade de apostar na sua completa formação, prevendo também já a sua mobilidade no âmbito das carreiras, que, disse, se prevê que sejam descongeladas para o ano.

Há dezasseis anos que não entravam bombeiros para os Municipais do Funchal – e, salientou Paulo Cafôfo, a renovação é uma necessidade.

Há 170 candidatos para 24 novos lugares de bombeiros. A ida para Lisboa deverá acontecer em Janeiro do próximo ano, para seis meses de formação. Mas os candidatos têm ainda de submeter-se a uma bateria de exames, físicos e psicológicos.