A “morte chega cedo”: a culpa é dos plátanos…

Ilustração de José Alves.

O FN publica a ilustração do José Alves, na sequência da tragédia do Monte e das declarações oficiais. Em tempo de luto, ficam os ecos do ruído da tragédia e sugerimos a leitura do poema de Fernando Pessoa, “A morte chega cedo”.

A morte chega cedo, 
Pois breve é toda vida 
O instante é o arremedo 
De uma coisa perdida. 

O amor foi começado, 
O ideal não acabou, 
E quem tenha alcançado 
Não sabe o que alcançou. 

E tudo isto a morte 
Risca por não estar certo 
No caderno da sorte 
Que Deus deixou aberto. 

Fernando Pessoa, in ‘Cancioneiro’