Família Mendonça reage a Cafôfo, mandando ler as notificações judiciais e ironizando: “Agora a culpa é de Jesus Cristo?”

António Mendonça (filho) reage às declarações do presidente da Câmara Municipal do Funchal, reafirmando ter documentos oficiais que mostram que a autarquia foi notificada judicialmente para proceder à limpeza da zona onde ocorreu a tragédia no Monte.

A família Mendonça sublinha a posição assumida desde início: “O testemunho impresso dos documentos falam sempre mas alto”. Por isso, acrescenta António Mendonça, “o presidente da CMF até pode dizer que as árvores tinham um aspeto saudável, sobretudo a que caiu. Apenas num aspeto tem razão: é um carvalho e não um plátano. De resto, não é verdade. A limpeza da zona, devido ao risco público que oferecia, foi solicitada e notificada oficialmente”.

Confrontado com a declaração de Paulo Cafôfo que referia que o terreno da tragédia é propriedade “privada”, da Diocese do Funchal, António Mendonça replica: “Agora querem imputar a responsabilidade a Jesus Cristo? Até poderá eventualmente pertencer à Diocese, mas o usufruto de toda a área é público, logo de responsabilidade municipal. Quem faz a limpeza dos jardins é a CMF. Se fazem a limpeza de plátanos, deveriam também limpar as espécies vizinhas em risco, alertadas pelo Funchal Notícias em março de 2017, quando um galho caiu. Que atenção deram aos documentos oficiais com os sucessivos alertas e notificações? Não vamos agora distrair a opinião pública com questões de marcos territoriais porque estamos a falar de áreas de uso público”.