Maurílio Mendes lança no mercado “ARCOBOM”, o primeiro vinho produzido e engarrafado na Calheta

O vinho “ARCOBOM” que já está a ser comercializado. Fotos FN.

No Arco da Calheta, mais precisamente na Quinta da Ramadinha, há um modesto tesouro que ainda é desconhecido por grande parte dos naturais e madeirenses. “ARCOBOM” é o nome do primeiro vinho produzido e engarrafado no concelho da Calheta, desde 2012.

Esta proeza saiu das mãos e dos desvelos de um homem que conhece de cor a Calheta, o também viticultor José Maurílio Velosa Mendes, um rosto bem conhecido no concelho, e a sua ligação às lides vitivinícolas remontam a 1989.

José Maurílio Velosa Mendes registou a marca que nasceu na Quinta da Ramadinha.

Nas férteis terras do Arco da Calheta, douradas por um sol que ilumina a terra todo o dia, o “ARCOBOM” nasceu da casta Cabernet Sauvignon, classificado de DOP (de origem protegida) Madeirense. Uma casta produzida na Quinta da Ramadinha, um imóvel particular, implantado no sítio do Massapez que já foi morgadio. Aliás, a própria Quinta da Ramadinha é um subsítio do Massapez. Histórias que se perdem na história e tradição calhetenses.

Homem discreto e afável, José Maurílio Mendes, investiu na produção do seu vinho, na sua terra, embora não tenha sido esta a sua profissão, uma vez que foi um dos quadros das Finanças/Administração Tributária e Aduaneira, hoje aposentado, para além de uma incursão pela política, no CDS-PP. Ainda assim, a produção vinícola era um projeto que se ia fermentando e consolidando dia após dia.

Um apaixonado confesso pela sua terra, orgulha-se de ver a Calheta produzir e engarrafar um vinho na Quinta da Ramadinha, onde reside.

Em termos de notas de prova, os enólogos classificaram-no de “cor granada, aroma com notas apimentadas e especiarias balsâmicos da madeira de estágio. O paladar é incorporado, com taninos presentes, com potencial de evolução”.

A casta Cabernet Sauvignon é uma produção made in Calheta, a 300 metros do nível do mar e com uma exposição solar de 100 por cento.

Neste momento, é este o cenário que se pode desfrutar na Quinta da Ramadinha.
Cabernet Sauvignon, uma casta típica da zona oeste, produzida a 300 metros de altitude, de aroma suave de boa qualidade. Assim é o “ARCOBOM”.

O projeto, muito acarinhado por José Maurílio Mendes e família, entrou num outro patamar de comercialização a partir de 2012, quando se procedeu ao engarrafamento deste vinho na Adega de São Vicente. Um salto qualitativo numa produção até então mais ou menos caseira. O viticultor procedeu logo ao registo da marca, com a designação de “ARCOBOM”, visto ser produzido na freguesia do Arco da Calheta, e degustado, ao tempo, pelos enólogos que lhe atribuíram a classificação de “Bom vinho”.

Para além do produtor, o vinho encontra-se à venda nos Hotéis Savoy Calheta Beach, Jardim Atlântico e no Restaurante AKIcalheta, localizado na marina da Calheta.

Os longos dias soalheiros aquecem as uvas que amadurecem a bom ritmo na piotresca Quinta da Ramadinha. Estão quase à porta as vindimas. Os odores de Cabernet Sauvignon confundem-se com o tapete verdejante de vinha a perder de vista mas a encher a alma de algo que não se descreve. Contempla-se, saboreia-se. Tchim, tchim com o “ARCOBOM”!

“Tchim…Tcchim…”: vai um brinde com o “ARCOBOM”?