Guardas prisionais prosseguem contestação ao director da cadeia da Cancela e reclamam melhores condições de trabalho

Fotos: Rui Marote

Os guardas prisionais que prestam serviço no Estabelecimento Prisional da Cancela foram hoje protestar, em manifestação e com cartazes, à porta do representante da República para a Madeira, no Palácio de São Lourenço, sua residência oficial. Recorde-se que a insatisfação dos guardas tem vindo ao de cima com queixas que têm encontrado eco, nos últimos dias, na comunicação social regional, e que a contestação dos mesmos ao director do supracitado estabelecimento prisional tem subido de tom. O sindicato que os representa tem vindo a tecer múltiplas acusações e queixas e , consequentemente, como as mesmas não têm surtido o resultado necessário, foi realizada esta vigília para tentar alertar as autoridades da República para o descontentamento que grassa entre estes profissionais de segurança.

Os profissionais da guarda prisional dizem que o director da cadeia da Cancela alimenta há décadas “um clima de subserviência e de total domínio do que acontece neste estabelecimento prisional”, considerando o comportamento deste responsável “despótico”.

Os próprios reclusos vieram, por seu turno, através de uma carta tornada pública, negar a existência de um “clima de violência” na cadeia e chegaram a acusar os guardas de preguiça e de não quererem trabalhar, mas o sindicato considera esta atitude “lamentável” e apenas mais um reflexo do absoluto domínio do director entre aquelas paredes.