Nos últimos dias tem havido deficiente recolha de lixo nalgumas zonas do concelho de Santa Cruz, com principal incidência nos ecopontos.
Foi o próprio vice-presidente da Câmara de Santa Cruz, com o pelouro do Ambiente, Miguel Alves a reconhecer e a lamentar o sucedido.
Segundo a explicação do autarca, a situação deveu-se ao facto de, há dias, terem saído 12 trabalhadores do desemprego da recolha do lixo e da Câmara aguardar outros 12.
Apercebendo-se da evolução negativa que a situação está a causar, na passada 4.ª feira o vereador decidiu contratar novos trabalhadores por alguns meses, para substituir os que foram embora.
Hoje, dia 21/06/2017 deverão ter iniciado as funções pelo que a regularização da recolha de resíduos sólidos deverá ser regularizada nos próximos dias.
“Peço uma vez mais a vossa compreensão, embora perceba perfeitamente o vosso descontentamento. Vou dar instruções à Divisão do Ambiente, de na próxima fatura, o Município não cobrar os valores referentes à disponibilidade dos resíduos, como forma de compensar no mínimo esta situação”, prometeu o autarca.
CDS pede explicações
Entretanto, o CDS Santa Cruz pediu uma explicação à Câmara sobre a falta de funcionários na recolha de lixo.
Segundo os populares, a Câmara liderada pelo JPP “tem recorrido frequentemente ao Instituto de Emprego da Madeira para solicitar trabalhadores desempregados” quando deveria optar pela vinculação através da abertura de concurso público para preencher vagas.
“Achámos que há uma diferença entre solicitar trabalhadores esporádicos ou precários para funções muito limitadas no tempo do que estar frequentemente a fazê-lo quando o município precisa destes funcionários para um serviço regular no concelho. Por isso fazemos a pergunta será que a JPP apoia a precariedade?”, questionam os centristas.
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