Dezanove pessoas mortas e mais de vinte feridos na tragédia do incêndio em Pedrogrão Grande

Mais uma vez, quando começa a chegar o Verão, Portugal volta de imediato a ser fustigado pela praga dos incêndios. Com uma agravante particularmente chocante: para além dos habituais hectares de mata e das perdas materiais, com a perda de muitas vidas humanas. O incêndio de hoje em Pedrogrão Grande, Leiria, causou nada menos que dezanove mortos, tendo obrigado à intervenção de mais de três centenas de bombeiros e de diversos outros meios de socorro, entre os quais o INEM que inclusive movimentou um helicóptero para acudir às vítimas, entre elas crianças de tenra idade gravemente afectadas pelo fumo, e naturalmente a Protecção Civil.

A tragédia motivou a deslocação ao local do presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, e de outros responsáveis, como o secretário de Estado da Administração Interna, Jorge Gomes.

Das pessoas que faleceram, três terão morrido na sequência da inalação de fumos, mas os restantes terão mesmo morrido carbonizados, apanhados dentro dos seus automóveis pelas labaredas numa estrada que liga as localidades de Figueiró dos Vinhos a Castanheira de Pêra. Foram tragicamente surpreendidas pelo avanço do fogo, que grassava em diversas frentes. Há ainda uma vintena de feridos, dos quais meia dúzia são bombeiros, e algumas pessoas desaparecidas. O primeiro-ministro português António Costa já veio dizer que “infelizmente, esta é seguramente a maior tragédia de vidas humanos que temos conhecimento nos últimos anos em Portugal numa situação de incêndios florestais”.