António Costa e CMF zurzidos na Assembleia por diversos partidos, por acções alegadamente populistas

Fotos: Rui Marote

O primeiro-ministro, António Costa, esteve sob fogo do PSD e também de certos partidos da oposição como o CDS e o PCP, na sessão plenária desta manhã na Assembleia Legislativa Regional. Discutia-se um voto de protesto apresentado pelo grupo parlamentar centrista à figura do chefe do Executivo nacional e à autarquia funchalense, relativamente a um desrespeito pelos órgãos de governo próprio da RAM. Desrespeito esse consubstanciado no facto de Costa não ter convidado representantes dos partidos com assento na ALRAM para a cerimónia de denominação do Aeroporto da Madeira como “Cristiano Ronaldo”, bem como pela falha em convidar o presidente do Governo Regional, também, para o lançamento da primeira pedra num novo complexo habitacional nos Viveiros.

O líder dos centristas na Assembleia madeirense, Rui Barreto, não poupou na consideração de que houve falta de respeito para com os madeirenses e o cumprimento, pelo primeiro-ministro, de uma agenda política destinada a beneficiar Paulo Cafôfo, a pouca distância temporal das eleições autárquicas.

 

Foi Rodrigo Trancoso, do Bloco de Esquerda, a assumir a defesa de António Costa, o que deu lugar a momentos de forte ironia, com a deputada trabalhista Raquel Coelho a registar o facto de o BE se empenhar mais na defesa de Costa do que o próprio Partido Socialista, e a lembrá-lo de que a dirigente nacional do seu partido é Catarina Martins…

 

Por outro lado, Jaime Leandro apenas considerou lamentável que na RAM haja certos indivíduos que ainda “estão de cócoras perante Lisboa”, expressão, recorde-se, que era bastante utilizada pelo antigo presidente do Governo Regional, Alberto João Jardim.

Também o PCP foi extremamente crítico, através da voz de Edgar Silva, que relembrou, no entanto, que nada disto é novo e que Jardim inaugurava imensas coisas inacabadas perto das eleições, com o intuito de ganhar votos. E considerou que António Costa se comportou, recentemente, da mesma forma.

Já o JPP não aderiu ao voto de protesto, invocando minudências na redacção do mesmo.

 

Obviamente, o PSD mostrou-se a favor.