Sara Madruga comenta atraso na chegada das verbas do Estado para reconstrução das habitações

“Um ano depois dos incêndios que ceifaram vidas e destruíram casas na ilha da Madeira, ainda não chegou um único tostão do Estado para a reconstrução e reabilitação das habitações”, afirmou hoje a deputada Sara Madruga da Costa, no debate, na Assembleia da República, da Proposta de Lei aprovada pela Assembleia Legislativa da Madeira com vista à criação de um regime de excepção que permita que todas as famílias afectadas pelos incêndios sejam apoiadas na recuperação das sua casas, independentemente dos seus rendimentos, refere um comunicado dos social-democratas.

A deputada do PSD/Madeira sublinhou que, em circunstâncias normais, “não teríamos a discussão desta iniciativa”, porque “este assunto já estaria resolvido”. “Podem dizer o que quiserem, podem falar nos números que quiserem, a verdade é que, um ano depois dos incêndios, ainda não chegaram as verbas para a habitação e, por isso, é que este assunto não está resolvido”, disse, acusando os deputados do PS e do BE da Madeira de chegarem a Lisboa e fazerem “tábua rasa da Autonomia e das suas instituições”, aproveitando “a oportunidade para fazer politiquice”.

“É bom dizer que o anunciado dinheiro do Estado que chegou à Região foi curiosamente três milhões de euros para a Câmara Municipal do Funchal, que continuamos sem saber onde foram utilizados.”

Sara Madruga da Costa salienta que, um ano depois, ainda não chegou à Região o apoio do Estado para que as famílias possam reconstruir as suas casas e os que estão previstos continuam a deixar 30% dos afectados de fora.

No entanto, ressalvou, há quem não resista em “colocar cartazes a torto e a direito e depois corre-lhe mal”. “Já correu mal com o anúncio do financiamento do Hospital e agora correu-lhe mal outra vez com este cartaz a dizer que “financiaram os incêndios”, colocado o ano passado, quando um ano depois ainda não chegaram as verbas”, denunciou Sara Madruga da Costa, dirigindo-se ao deputado e líder do PS/Madeira, Carlos Pereira.

“É por isso que o sr. deputado é forçado a insistir nesta narrativa que está resolvido porque já anunciou o ano passado e a situação ainda não está resolvida”, afirmou.

A deputada lembrou que esta é uma vontade dos madeirenses, expressa com a aprovação, na Assembleia Legislativa da Madeira, do referido Projecto de Proposta de Lei, sem que obtivesse nenhum voto contra de nenhuma das forças políticas regionais que também estão representadas em São Bento.