Feira do Livro do Funchal termina com balanço positivo

Chegou ao fim a 43.ª edição da Feira do Livro do Funchal, que durante 10 dias, encheu a placa central da Avenida Arriaga de livros, editoras, livreiros, animação de rua, música e muita, muita gente.

A Feira do Livro contou com a presença de 30 Stands de editoras, livreiros e alfarrábios, mas também contou com a presença de duas rádios regionais, a Rádio Clube e a TSF Madeira, que fizeram programação em directo directamente do certame, não só passando música como também realizando entrevistas aos intervenientes.

A Street Food foi também um espaço bastante requisitado e uma aposta inovadora que já tinha dado frutos na edição anterior.

Pela Avenida Arriaga, entre os dias 26 de Maio e 4 de Junho, passaram mais de 60 autores, dividindo as suas participações entre os dois palcos presentes na Feira.

De destacar as conversas, 23 apresentações de livros, 8 lançamentos de livros, 46 sessões de autógrafos, 17 concertos musicais, 1 sessão de cinema ao ar livre e uma sessão de showcooking.

Dos autores presentes, destaque para alguns nomes queridos e conhecidos do público português como é o caso de Ricardo Araújo Pereira, Rodrigo Guedes de Carvalho, Mário Zambujal, Teolinda Gersão, Paulo Avezedo, Raúl Minh’alma, Raquel Varela, Rita Ferro, Isabel Silva, Fernando DaCosta, José Moças ou João de Melo.

De salientar também a presença da romancista internacional Lesley Pearse, que trouxe o mundo dos livros “cor-de-rosa” até à nossa placa central e também do activista angolano Luaty Beirão, dois nomes sonantes que vieram contar como as suas experiências de vida deram origem aos seus livros.

A feira foi dividida por 3 grandes temáticas, a inclusão, os direitos humanos e a literatura infanto-juvenil, esta última foi o mote à criação do Espaço Infanto-Juvenil, situado no Largo da Restauração, que registou sempre casa cheia e onde foram realizadas mais de 35 actividades para crianças, desde jogos, artes plásticas, hora do conto, música, teatro de fantoches e apresentação de livros dirigidos especialmente ao público de palmo e meio.

Animação de rua foi outra das apostas da organização, tendo sido realizadas, durante os 10 dias, mais de 15 performances que captaram a atenção de quem passava pela avenida.

As performances variaram entre malabarismo, mimos, palhaços, dança e teatro de rua.

A programação da Feira do Livro foi estruturada e pensada no sentido de proporcionar uma oferta de programação cultural diversificada, com o intuito de chegar a todos. Neste contexto, também o Teatro Municipal Baltazar Dias acolheu espectáculos teatrais, desde “As Criadas”, produção do Teatro Dona Maria II; “Poesia Gestual” do TEF, “Trapos” dos Artemotion, “Olívia e Eugénio” que trouxe ao Funchal Filipe Lá Féria, e também o projecto “Diogo Piçarra em Pessoa” que lotou o Teatro de jovens estudantes.

De evidenciar também a presença do Teatro Feiticeiro do Norte, que percorreu diversos espaços do Teatro numa sessão de “Quer ouvir? Leituras com e sem filtro”. A Teia do Teatro Municipal acolheu a exposição de Violante Saramago, uma mostra que contou com pinturas da artista, realizadas a partir de pequenos excertos de textos de diversos autores.

A organização da Feira do Livro do Funchal uniu esforços para proporcionar ao público, durante 10 dias, uma oferta cultural larga e de qualidade.


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