: Funchal apresentou três projetos no Congresso Nacional das Cidades Educadoras

A Câmara Municipal do Funchal foi a única Autarquia da Região a estar representada no VII Congresso Nacional da Rede Territorial Portuguesa das Cidades Educadoras, que decorreu na cidade da Guarda.

O Congresso chamou-se “Identicidades” e visou fomentar, como o próprio nome indica, uma reflexão sobre o conceito de identidade das cidades, promovendo um debate construtivo entre os Municípios integrantes da Rede e diversos especialistas.

O encontro contou com apresentação de personalidades de renome nacional e internacional na área da Educação, como João Teixeira Lopes, Josep Maria Llop Torné, Fernando Catroga, Barreto Xavier, João Aidos e José Manuel de La Sota, entre outros, sendo que a comitiva do Funchal foi liderada pela Vereadora Madalena Nunes, que tem o pelouro da Educação na Câmara Municipal, e que foi moderadora em diversas mesas redondas.

Para além das conferências, o congresso promoveu a partilha de projetos dos Municípios integrantes da Rede de norte a sul do país, sendo que a Câmara Municipal do Funchal candidatou três deles à apresentação final, tendo sido todos aprovados para o programa final do evento.

Desta forma, Iolanda Lucas, Diretora do Departamento de Educação e Qualidade de Vida da CMF, apresentou o projeto “Património Natural e Identidade de uma Cidade Cosmopolita”, Carla Gouveia, responsável pelo museu municipal A Cidade do Açúcar, expôs o “Serviço Educativo Museológico – O Ciclo do Açúcar”, e César Rosa, Diretor do Departamento de Recursos Humanos e Modernização Administrativa da Autarquia, mostrou, por sua vez, os resultados do “Funchal Alerta”.

Madalena Nunes enalteceu “a representação do Funchal a este nível e o facto de todos os projetos que candidatámos terem sido escolhidos pela organização”, considerando “que estes deram um grande exemplo de como o Poder Local se deve adaptar à cidade. O nosso trabalho, enquanto autarcas, não pode ser igual ao de outros sítios, porque temos de adaptar as nossas ações às necessidades da nossa cidade e ao nosso próprio contexto social, cultural e até natural.”

Madalena Nunes refere “que o Congresso debateu ativamente a necessidade de envolver os cidadãos nos processos de tomada de decisões, de modo a preservar uma Democracia que é permanentemente posta à prova”, considerando bastante significativo “o Funchal ter podido mostrar um fio condutor de todo o trabalho que desenvolvemos nos últimos anos, e que se orientou justamente pelos princípios da carta das Cidades Educadoras. Trata-se de uma linha de ação integrada, que é transversal às nossas diferentes áreas departamentais e que passa por envolver a população nas políticas para a cidade.”

Nos casos apresentados, “tivemos exemplos do uso do espaço da cidade de uma forma educadora, com o mobiliário urbano a servir de ferramenta de sensibilização para questões de biodiversidade, bem como a adaptação dos conteúdos dos nossos museus para visitas às escolas locais e, por fim, a criação de uma ferramenta que coloca a tecnologia ao serviço da cidadania, como é o caso do Funchal Alerta. Estes três exemplos mostram como se pode associar, com distinção, a Educação à Cultura, à transparência e à participação.”