A Comissão Política Permanente Regional do PAN Madeira veio hoje, através dum comunicado, “informar o povo madeirense, os seus militantes e a comunicação social, da sua dissolução”.
A razão de tal decisão unânime, refere-se, é motivada pela “atitude centralista dos órgãos nacionais do partido em Lisboa, que, de há muito tempo para cá, têm revelado uma completa falta de abertura às nossas propostas, tendo demonstrado uma total falta de compreensão em relação às especificidades regionais insulares, e não dando espaço a esta comissão para agir regionalmente de acordo com as realidades locais”.
Diz a nota de imprensa que o PAN, através dos seus órgãos sediados em Lisboa, é dos poucos partidos de entre o espectro político nacional que não possibilita que as suas delegações regionais possam decidir com autonomia integrar coligações de âmbito autárquico ou regional.
“Era vontade deste órgão regional integrar a coligação CONFIANÇA no Funchal, e estar aberto a integrar outras coligações onde o ideário do partido fosse respeitado e as suas causas potenciadas. A Comissão política Nacional do PAN vetou autoritariamente tal abertura manifestada por nós”, queixam-se os dirigentes locais do PAN, que se queixam de que o PAN nacional impossibilitou ainda a manutenção da sede regional do partido, “não nos tendo facilitado os meios logísticos necessários, e sabotado os nossos meios de acção política para aplicar à realidade regional madeirense os ideais do partido”.
Por isso, dizem, “só resta aos responsáveis regionais do PAN Madeira esta decisão que visa dignificar tudo o que ao longo destes anos o PAN Madeira alcançou e contribuiu para alcançar”.
“Durante anos, o PAN Madeira foi a nível nacional o único motor do PAN. Através da nossa representação parlamentar regional e da nossa integração na Coligação MUDANÇA no Funchal conseguimos lutar pelas causas avançadas que sempre nos identificaram. A decisão do Funchal de não permitir circo com exploração animal, o novo paradigma de gestão da causa animal na capital madeirense, a proposta de não abate de animais na região, (apresentada pelo PAN Madeira na Assembleia Regional, vetada na altura pelo PSD, foi depois recuperada por outras forças partidárias, mas tem a nossa marca e influência, e o nosso pioneirismo), estas e outras medidas no âmbito da causa ambiental falam por nós e pelo nosso trabalho de anos. Trabalho esse desvalorizado pelos actuais órgãos nacionais do partido”, queixam-se.
Os dirigentes na Madeira referem que é com a consciência tranquila que se decidiu dissolver os órgãos regionais na Madeira do partido. “Agradecemos aos madeirenses que ao longo destes anos confiaram em nós e nos deram o seu apoio e voto. E exortamos a continuação da luta pelas causas animal, ecológica e humanitária de uma perspectiva holística, por parte do povo madeirense”, conclui o comunicado.
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