Cortejo da Flor encheu de cor e movimento a baixa funchalense

Fotos: Alfredo Rodrigues

O cortejo alegórico da Flor atraiu e fascinou, mais uma vez, locais e estrangeiros, na concretização daquele que é um dos cartazes turísticos de maior sucesso da Região, e que coloca a ocupação hoteleira na ordem dos 90 por cento, atraindo tanto continentais como estrangeiros.

Números que deixam felizes os governantes: o presidente do Governo Regional, Miguel Albuquerque, assistiu ao corso que percorreu as artérias da baixa do Funchal com um boné com as cores do traje tradicional madeirense e o secretário regional da Economia, Turismo e Cultura, Eduardo Jesus, mostrava singular entusiasmo, acompanhando com palmas, como o fazia o chefe do Executivo madeirense, o desfile dos diversos grupos e, a dada altura, até dando um pezinho de dança.

Se os governantes se mostravam felizes, os populares também aderiram bastante à festa, como de costume. De resto, a mesma integrou quase um milhar e meio de figurantes, distribuídos pelos dez grupos participantes, numa variedade de tons e numa diversidade criativa dos fatos apresentados que trouxe à Avenida do Mar e à Avenida Sá Carneiro, por onde os integrantes do corso desfilaram, uma autêntica maré colorida.

 

Muitas crianças participaram também nesta Festa que celebra a natureza florida da Região Autónoma da Madeira, emprestando um encanto singular ao evento, que sem os seus inocentes sorrisos e ingenuidade certamente não seria o mesmo.

De resto, houve participantes de todas as idades, congregando-se no objectivo comum de interpretar as coreografias o melhor que fossem capazes e proporcionar um espectáculo público que agradasse à assistência, que é bastante ampla – dado que, inclusive, o acontecimento é transmitido pela televisão e divulgado também junto das comunidades madeirenses no estrangeiro.

A musicalidade que acompanhou as actuações coloridas das “troupes” participantes foi a mais variada possível, tendo sido apresentados desde temas populares e tradicionais portugueses à banda sonora de filmes como ‘A Bela e o Monstro’, da Disney, ou o mais musical premiado em Hollywood, ‘La La Land’. Também a inspiração dos adereços variou desde as raízes mais populares ou mais ligadas à natureza à dos trajes clássicos de séculos passados.

Nota curiosa a contribuir para a diversidade do desfile foi a participação de um grupo oriundo do Free State da África do Sul, cujo dirigente, Ace Magashule, tem tido contactos próximos com a Madeira nos tempos mais recentes, e vice-versa. Foi um momento a emprestar uma musicalidade e um ritmo contagiantes e tipicamente africanos a um desfile numa terra europeia.

O cortejo seguiu a seguinte ordem, que já anteriormente tínhamos divulgado: “Madeira uma flor de flores” – João Egídio Rodrigues;  o grupo convidado vindo do Free State – África do Sul”; “Encanto das Flores” – Associação de Animação Geringonça; “Madeira ilha das flores” – Turma do Funil; “Jardins, a beleza dos sonhos” – Associação Fura Samba; “Os jardins da Império” – Associação Império da Ilha; “Borboleta de Sonhos” – Sorrisos de Fantasia; “Gloss de Primavera” – Associação ANIMAD; “Madeira florida” – Escola de Samba Caneca Furada; e, finalmente,”Dreamland ”, dirigido por Isabel Borges. Cada um procurou, à sua maneira, interpretar a sedução e a magia das flores e a forma como marcam o nosso imaginário colectivo.

Ao contrário do que inicialmente se esperava, São Pedro ajudou à festa e a chuva que se antecipava não caiu; antes pelo contrário, sol brilhou e agraciou o cortejo com a sua luz.

O sorriso das crianças é o que torna mais agradável este evento, num cartaz que celebra a Primavera e a juventude.

A segurança também não foi descurada no âmbito deste desfile, que tanta gente reúne: discretos, mas bem armados, com coletes à prova de bala e pistolas-metralhadoras, os agentes da PSP encontravam-se de prontidão.