Rui Marote
Às vezes, nem eu me entendo. Inicio esta crónica com um pensamento: “Os médicos passariam mal se todas as pessoas passassem bem” (Alberto Bramão).
Fiquei surpreendido com a Secretaria da Saúde a responder ao Diário a propósito de uma noticia intitulada “Mais de mil doentes em lista de espera”. Nunca é tarde para reconhecer os erros, diz-se, e assim a Secretaria anuncia para breve uma plataforma de divulgação dos dados de produção do Serviço de Saúde da Madeira, que prestará toda a informação relevante sobre a actividade dos hospitais e centros de saúde.
O povo ainda não entende o que é uma plataforma de divulgação e como tem acesso a essas ferramentas. Estamos noutra galáxia e o Manuel e a Maria o que desejam é ser atendidos na hora, e que haja mais cirurgias. No meu tempo de militar, ao sábado o comandante passava revista ao quartel, paradas, camaratas, cozinha, porta de armas, parque auto, material de guerra, oficinas… tudo a pente fino. Só depois saía a ordem de serviço. Aplique esta norma militar e todas as sextas na parte da tarde faça revista aos hospitais, andar por andar. Que os profissionais estão empenhados, não tenhamos dúvidas… mas sem ovos não se fazem omeletes. Há quem queira tapar o sol com a peneira.
Nos dias de hoje um governante dar a mão à palmatória é coisa rara. Mas Pedro Ramos é um técnico e não um político. Lá diz o provérbio “Quem sabe, muitas vezes não diz. E quem diz muitas vezes não sabe”.
Mas o que é verdadeiramente espantoso é anunciar que a forma de esclarecer o que diz o DN será através de um suplemento especial. Provavelmente a publicar, pago, nas páginas do próprio DN.
Não resisto a fazer humor com a canção do Bandaluza cujo refrão faço questão de publicar:
Bate, Bate, bate, bate, bate ó coração
Bate com beijinhos e com a palma da mão
Bate, Bate, Bate, que ainda nada senti
Quanto mais me bates, quanto mais gosto de ti
Custa acreditar. “Amor com Amor se Paga” é o nome de uma novela. Se a moda pega. o Diário centenário tem resolvido o défice.
Afinal acabou o Jornal da Madeira, por viver à custa do erário publico. Mas não faltam outros candidatos… Tem pai que é cego…
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