Monopólios criticados, bem como “afilhados do poder” e subvenções aos partidos

Fotos: Rui Marote

Muitas críticas aos “monopólios” e à alegada defesa, por parte do PSD e do Governo Regional mas não só (principalmente o PS não se salvou das críticas) foram ouvidas logo de manhã na abertura dos trabalhos da sessão comemorativa do 25 de Abril, pela voz do deputado independente Gil Canha, que acusou o PSD de ser “uma serpente que mudou a pele, mas continua a ser a mesma serpente”.

Canhão insurgiu-se contra os “lobbys do betão”, o Grupo Sousa, como de costume, e ainda outros supostos monopólios. Entretanto,  queixou-se, a população da Madeira é “espremida” pela máquina fiscal. Por isso manifestou-se contra o “Jackpot” da ALRAM, que em 2016 deu 3,5 milhões de euros para subvenções aos partidos, “numa região onde existem muitas famílias que vivem a macarrão e a chouriço”. Já esses partidos não poupam nas festas, disse.

Por seu turno, o deputado Roberto Almada, do Bloco de Esquerda, criticou também o facto de ainda hoje na Madeira, filha de Abril, a pobreza e a fome serem ainda companheiras de muitas centenas de pessoas. “Perante a postura irresponsável do Governo Regional, que desvaloriza faltas graves” de medicamentos nos serviços hospitalares, colocando em risco pessoas com doenças sérias, assiste-se a dramas “que esta governação de fachada não consegue responder eficazmente”. Aplica apenas aqui e ali “um penso rápido,  uma caridadezinha”. Um recado a Rubina Leal, que desenvolve umá “campanha mediática permanente”.

O BE também enviou um abraço aos emigrantes em terras venezuelanas que, neste momento, passa por momentos muito difíceis, de incertezas e provações. Deu conta, ainda, da indignação pela asfixia da democracia em Angola.

Abordando estes temas internacionais, lamentou a ausência de um plano de contingência na RAM para um eventual retorno em massa de emigrantes.

O BE criticou ainda o estado do sector hoteleiro,  onde há “patrões sem escrúpulos”, que “escravizam” trabalhadores.

O Bloco apontou ainda o dedo aos monopólios,  “dos portos,  das inspecções automóveis, que continuam a engorda” de determinados interesses em prejuízo da população. Tudo para “não prejudicar os afilhados do poder”.

Os “patos bravos da construção” e os tubarões da hotelaria” foram abordados, perante a situação de muitos que têm, efectivamente, trabalho,  mas que são “explorados” com “salários de miséria”.