“Relatório de Combate” conta visão de Jardim, está à venda a partir de terça-feira e Governo Regional rejeitou receitas

Jardim SIC
Jardim lança livro “Relatório de Combate”.

Tem o título “Relatório de Combate” e pretende ser a visão de Jardim sobre a política, as relações com os políticos ao longo dos tempos em que foi Presidente do Governo Regional da Madeira. O livro tem 848 páginas, 162 capítulos e estará à venda a partir desta próxima terça-feira.

A informação detalhada foi avançada, em exclusivo, pela SIC e pelo Expresso, dois orgãos de informação com quem Jardim manteve alguma crispação durante a ação governativa, como de resto foi um pouco a sua imagem de marca relativamente à convivência com os jornalistas, não obstante ser, ele próprio, jornalista.

A reportagem da SIC faz referência ao estilo da escrita de Jardim para expressar parte do que será certamente o atrativo para a leitura. A “assinatura” de Jardim, aponta a SIC, está em todo o lado. A palavra “combate”, que figura no livro, identifica-se com o autor. E como exemplo, diz que o ex-Presidente do Governo começa por agradecer ao Instituto Social Democrata da Madeira o facto de ter aceitado as receitas das vendas e dos direitos de autor, que o Governo Regional rejeitou para a Região Autónoma.

Jardim faz “um relatório de personalidade dos factos e das gentes”, elogiando Marcelo Rebelo de Sousa e Cavaco Silva, anterior e atual Presidentes da República, respetivamente, mas sobrando críticas para Passos Coelho, atual líder nacional do PSD.

No texto que suporta a notícia, o jornalista da SIC refere que Jardim fala nos anos de governo PSD/CDS como sendo aqueles onde se verificou “uma preocupação provinciana de agradar aos patrões da Europa”, e na frente política vem outra acusação de “ter propiciado um ambiente de hostilidade e de ter orientado a desestabilização interna, a partir de Lisboa, para mudar a liderança no PSD-Madeira”.

O ex-Presidente do Governo Regional, aponta a reportagem da SIC, diz-se injustiçado pela atual direção nacional do partido e tem um lamento dirigido para o momento da sua saída: “Nem um gesto, nem uma palavra na hora da saída, isto depois de ter dado ao partido 48 vitórias eleitorais”.

Relativamente ao que foi, durante algum tempo, o “inimigo de estimação” José Sócrates, sublinha a SIC, Alberto João Jardim diz que na época dele “era outra vez a política de Salazar para a Madeira”, mas o 20 de fevereiro de 2010 aproximou-os e o ambiente mudou. “A desgraça criou uma convivência absolutamente diferente”.

Foi nesta sequência de alteração, no que toca a José Sócrates, que Jardim diz ter conhecido aquele que hoje é o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Fernando Medina, à altura secretário de Estado, e a quem o ex-Presidente do Governo Regional augura um grande percurso político. “Tenho a certeza que será primeiro-ministro de Portugal, vão ver”.