EUA lançam ataque com mísseis contra base aérea na Síria, em retaliação contra alegado ataque com armas químicas

Imagem de um navio disparando um “Tomahawk’

Os Estados Unidos agiram esta noite contra o governo de Bashar al-Assad na Síria, atacando uma base aérea naquele país. O ataque pretendeu servir de resposta a um alegado bombardeamento com armas químicas na Síria por parte do regime de Assad, que terá causado dezenas ou mesmo centenas de vítimas, como tem sido reportado por agências internacionais. Sob ordem directa do presidente norte-americano Donald Trump, navios de guerra norte-americanos dispararam entre 50 e 60 mísseis Tomahawk contra a base aérea de onde, supostamente, os aviões levaram a cabo o ataque com armas químicas que vitimou civis. Trump considerou, numa declaração aos jornalistas, que os EUA estão a agir no interesse da sua própria segurança nacional, ao procurar enviar uma mensagem clara de que não tolerarão o emprego de armas químicas.

Os mísseis Tomahawk disparados de navios estacionados no Mediterrâneo são bastante precisos, guiados por satélite, viajam a uma velocidade de cerca de 800 km/hora e voam baixo, para evitar os radares inimigos.

Este foi, portanto, um ataque cirúrgico dos EUA contra um alvo militar. Segundo referia a CNN, que avançou a notícia, a Rússia, bem como vários membros do Congresso norte-americano, terão sido informados previamente ao ataque.