BE diz que Pedro Ramos “devia dar o lugar a outro” e “ir-se embora à sua vida”

Imagem de arquivo.

Os deputados do Bloco de Esquerda estiveram hoje no centro do Funchal, numa acção destinada, conforme referiram, a dar conta do seu trabalho dentro e fora do parlamento regional. “Temos tido, realmente, uma acção muito importante na denúncia de alguns casos que dizem respeito à vida da população madeirense. Hoje, no Dia Mundial da Saúde, queremos novamente abordar um tema de que temos falado muito no parlamento, e que tem a ver com o facto de o Serviço Regional de Saúde não responder às necessidades dos utentes (…)”, disse Roberto Almada.

O deputado referiu que “há situações gravíssimas” que colocam em causa a Saúde dos utentes do SESARAM e, em casos limite, “a própria vida”.

Como exemplo destas situações, mencionou “a falta sistemática de medicamentos”, que tem sido notícia nos media regionais. Têm faltado, referiu, medicamentos para doentes cancerosos, para doentes com hepatites ou HIV, ou uma panóplia de patologias (…)”. Apesar das intervenções tranquilizadoras do secretário regional da Saúde, Pedro Ramos, e da desvalorização que este tem feito das denúncias, o deputado do BE afirma que “a situação é muito grave”.

Por mais que o Governo Regional mude de secretário regional da Saúde, acrescentou, esta é uma situação à qual não consegue dar resposta.

“Não podemos continuar a ter um Serviço de Saúde no qual falta o que é essencial”, reclamou. Como outro exemplo disto, além dos medicamentos, mencionou a falta de médicos psiquiatras, “com mais de mil doentes à espera de consultas de psiquiatria, alguns deles perfeitamente descompensados”.

Neste particular, mencionou a posição tomada pelo psiquiatra Dr. Saturnino, de que esta situação contribui para o aumento de suicídios na Madeira. “Não é o BE que o diz, é o pai da psiquiatria na Madeira que o disse numa entrevista recente”, sublinhou.

Roberto Almada diz que o Bloco está a concluir que Pedro Ramos, como secretário da Saúde, “é igual aos outros e não consegue responder a estes problemas”, pelo que “será melhor dar o lugar a outro” e “ir-se embora à sua vida”.