DGS preocupada com festivais de verão devido ao surto de hepatite A

vacina hepatite A
A venda de vacinas da hepatite A nas farmácias foi suspensa para a DGS poder gerir melhor a situação face aos casos surgidos.

A Direção Geral de Saúde está preocupada com o surto de hepatite A que surgiu em Portugal e que “está longe de estar controlado”. A apreensão é tanto mais acentuada quanto a aproximação do período dos festivais de verão, que ocorrem em todo o País e que, normalmente reúnem milhares de jovens, provenientes de todo espaço nacional, incluindo logicamente as Regiões Autónomas.

Em Portugal, foram registados 138 casos e estão a surgir entre 5 a 8 novos casos por dia, situação que deixa a DGS com algumas reservas. E como estratégia de atuação, em função da dimensão do problema, foram suspensas as vendas de vacinas em farmácia, tendo como objetivo gerir melhor as 12 mil vacinas existentes nos fornecedores.

“A hepatite A transmite-se de pessoa para pessoa quando os alimentos ou a água estão contaminados por dejectos contendo o vírus, daí que seja mais frequente em países menos desenvolvidos, devido à precariedade do saneamento básico, e incida, principalmente, em crianças e adolescentes (50 por cento dos casos acontece antes dos 30 anos)”, refere uma nota inserida no site da “Roche”

“A taxa de transmissão entre os membros da mesma família é de 20 por cento nos adultos e 45 nas crianças. As crianças são, muitas vezes, um veículo transmissor inesperado, já que transmitem o vírus sem se suspeitar que estão doentes por não apresentarem, na maioria das situações, quaisquer sintomas. São raros os casos de contágio por transfusão de sangue ou por via sexual”.

A Direção Geral de Saúde anunciou que a prevenção passará a ser feita, na Unidade de Saúde da Baixa em Lisboa, mas também nas consultas de viajante de todo o país, havendo especial atenção para viajantes que se desclocam para países da Ásia, África, América Central e do Sul.