JP-Madeira promoveu Jornadas da Educação para conhecer dificuldades e desafios dos estudantes

A Juventude Popular da Madeira promoveu, durante três dias, um périplo de reuniões no âmbito das suas Jornadas da Educação, com o intuito de “conhecer as dificuldades e desafios colocados às escolas e aos jovens estudantes madeirenses”, refere aquela juventude partidária.

No primeiro dia das jornadas, os dirigentes centristas reuniram-se com o presidente do Conselho Executivo da Escola Básica e Secundária Gonçalves Zarco, Rui Caetano, e na mesma tarde com a vice-directora, Sancha de Campanella, e director de curso do ISAL, Nelson Abreu.

A este propósito, o líder da JP Madeira destaca o empenho da Escola Gonçalves Zarco na promoção do sucesso escolar e educativo e no combate ao absentismo escolar. Wilson Rodrigues regista com agrado a elevada taxa de empregabilidade dos cursos superiores leccionados pelo ISAL e salienta a importância da oferta formativa estar vocacionada para as necessidades económicas da Região. O líder centrista entende ainda ser profícua a formalização de mais protocolos de cooperação entre as empresas regionais e este Instituto, possibilitando aos alunos porem em prática as competências profissionais adquiridas nos cursos.

Na terça-feira, refere um comunicado, estava agendado um encontro com o secretário regional da Educação, Jorge Carvalho, para abordar temas como a qualidade do ensino na Região, o apoio aos passes escolares e o combate ao absentismo e abandono escolar.

Apesar da Madeira registar uma descida gradual das taxas de absentismo e abandono escolar, a JP considera que são necessárias medidas concretas para combater aquela que é uma das taxas de abandono escolar precoce mais elevadas do país. Wilson Rodrigues refere que 23,2% dos jovens da Região, entre os 18 e os 24 anos, não completaram o ensino secundário. Outra das preocupações dos jovens centristas prende-se com a indisciplina na sala de aula e bullying nas escolas. Na opinião dos centristas, a solução passaria pelo reforço do número de psicólogos nas escolas com maior incidência destes casos.

Hoje, último dia das jornadas, a JP Madeira foi recebida pelo presidente da Associação Académica da UMa, Carlos Abreu, com o objectivo de conhecer os problemas que afectam os estudantes da Universidade da Madeira. De entre os problemas identificados, Wilson Rodrigues destaca o custo elevado das propinas e dos transportes públicos na Região. O líder da JP Madeira considera necessário reforçar os apoios sociais na UMa, de modo a abranger mais alunos, e defende uma maior comparticipação dos passes escolares, através da criação do passe sub-23, à semelhança do que existe em Portugal Continental.