USAM associa-se à “luta dos jovens trabalhadores”

A União dos Sindicatos da Madeira veio associar-se publicamente “à luta dos jovens trabalhadores”, em mais uma passagem do Dia Nacional da Juventude.
Sob o lema “Tempo é hoje! Vencer a precariedade, defender os nossos direitos!”, a USAM reafirma que a luta colectiva dos trabalhadores e dos seus sindicatos de classe dá resultados, com diversos exemplos de sucesso.
Tem sido um combate incansável contra as diversas formas de precariedade laboral.
A precariedade laboral é a insegurança no emprego e a incerteza na vida dos trabalhadores. Traduz-se num vínculo precário, baixos salários e na dificuldade de acesso aos direitos, dizem os sindicalistas.
A precarização dos vínculos laborais, acusam, tem sido um dos principais instrumentos de ataque à segurança no emprego e ao emprego com direitos. Em Portugal é uma realidade que atinge mais de um milhão de trabalhadores, o que quer dizer que apenas um em cada cinco trabalhadores tem um vínculo laboral estável. Nos novos contratos celebrados, quatro em cada cinco são precários, e a não renovação dos mesmos é a principal causa de desemprego.
Ao nível dos trabalhadores com contratos não permanentes, são estes que correm maiores riscos de cair na pobreza e que são os trabalhadores com vínculo precário que têm menor cobertura das prestações sociais de desemprego.
Ao nível salarial os dados oficiais dizem-nos que um trabalhador com vínculo precário aufere em média menos 40% em comparação com um vínculo efectivo.
Infelizmente, diz a USAM, esta é uma situação transversal a todos os sectores de actividade do nosso País em geral e da nossa Região em particular.
Na Região, a precariedade atinge todas as faixas etárias, mas os mais jovens lideram a lista de trabalhadores precários, onde só encontram emprego, ou com contratos a prazo, a recibos verdes, trabalhar em empresas de trabalho temporário, e, em muitos casos, o que conseguem são trabalho através de programas de ocupação, como:
– Pro-jovem, dos 18 aos 29 anos;
– Programa Experiência Jovem, a partir dos 18 anos;
– POT – Programa de Ocupação Temporária, a partir dos 18 anos.
VFF.
Actualmente é dentro destes programas de ocupação que muitos jovens têm acesso a um vínculo laboral, quer para o sector público quer para o sector privado, sendo esta uma prática muito utilizada para substituir trabalhadores efectivos por trabalhadores precários, “o que vem demonstrar mais uma prática muito utilizada quer pelo Governo Regional, quer por instituições públicas e privadas”.
“Consideramos que este modelo só serve a quem fica com o lucro do nosso trabalho. Se o nosso salário é tão baixo é porque o lucro deles (patrões) é muito alto. É preciso acabar com a exploração e o empobrecimento! É urgente valorizar o trabalho e os trabalhadores!
A ruptura com o modelo de baixos salários e trabalho precário é um imperativo!”, exorta a USAM.


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