Quando transita o líder de transição?

Ilustrações/Arquivo José Alves.

/Crónica/A reunião foi quente, ontem, na Rua da Mouraria. Lopes da Fonseca, o líder “de transição” (expressão usada quando assumiu funções em Dezembro de 2015), apresentou no Conselho Regional o nome de Martinho Câmara para secretário-geral mas a liderança mostrou fragilidade. Quem ganhou foi o jovem Pedro Pereira com 52 votos, contra 43 de Martinho Câmara.

Já na luta fratricida pela concelhia do Funchal, a atual liderança, mostrou algumas fragilidades embora o candidato apoiado por Rui Barreto, Nelson Ferreira tenha ganho. Ontem foi apenas mais uma a denotar que as feridas criadas no congresso de Dezembro de 2015 não ficaram completamente curadas.

Ninguém duvida que há tensões dentro do CDS-PP Madeira. Os que não querem agitar as águas dirão que se trata da salutar divergência de pontos de vista. Os mais atentos, somam os acontecimentos e só não pedem a cabeça do líder “de transição” porque é pouco cristão.

O Estepilha aguarda p’ra ver. Vêm aí as Autárquicas e aí saberemos quem tem unhas para tocar guitarra. Depois vem 2018 (a transição para Rui Barreto far-se-ia nessa altura) mas, em política, como em quase tudo na vida, o que hoje é verdade, amanhã pode ser mentira. E 2019 está ao virar da esquina sendo necessário suar as estopinhas para que, na Assembleia Regional, o CDS não volte a ser “o partido do táxi”.


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