Madeirense seguia atrás do atirador e viu ataque ao parlamento britânico que provocou dois mortos e vários feridos

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A polícia abateu o atirador depois deste ter atacado um agente junto ao Parlamento.

O madeirense Miguel Silva, que trabalha em Londres, num seviço de entregas, acompanhou muito de perto todos os momentos que antecederam o ataque de hoje ao Parlamento britânico, com um atirador a atropelar várias pessoas e a atacar diversos polícias, resultando até ao momento em dois mortos, o atirador abatido pela polícia e uma senhora, além de cerca de 12 feridos, num incidente que as autoridades estão a tratar como atentado terrorista.

Miguel Silva seguia de carro quando ouviu um estrondo e foi surpreendido com um veículo que, aparentemente, lhe pareceu descontrolado, não imaginando o que estaria para acontecer, nem tão pouco sabia, nesse momento, que várias pessoas tinham sido atropeladas na ponte de Westminster quando o condutor galgou os passeios e foi atingindo indiscriminadamente quem lá se encontrava.

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Antes de se dirigir ao parlamento, o atacante atropelou várias pessoas nos passeios da ponte de Westminster.

Depois disso, Miguel Silva seguiu-o bem de perto e viu o homem conduzir o carro até ao Parlamento e embater nas barras de proteção do passeio, saindo e atacando os polícias. “Era um homem que aparentava ter à volta de 40 anos, bateu com o carro no Parlamento e saiu, não sei bem, mas pareceu-me talvez com uma faca, atacando a polícia. Quando ouvi tiros, nem fiquei mais ali, entrei em pânico e fugi. Nunca pensei viver um momento destes, não fazia a ideia quando ele me apareceu pela frente, ainda ia uns dois ou três outros carros ao lado, mas ninguém imaginava o que ia acontecer”.

Miguel Silva diz que ainda não havia notícias sobre o número exato de feridos ou eventualmente a existência de mortos, mas depois do Funchal Notícias ter estabelecido contacto, houve informações que dão conta de dois mortos, um deles o atirador que terá sido abatido pela polícia depois de ter atacado um agente com uma faca, apontando-se para cerca de 12 feridos, correspondentes às pessoas atropeladas na ponte.

As autoridades encerraram as áreas do Parlamento e zonas próximas, para fácil acesso da investigação e do socorro às vítimas, aconselhando as pessoas a não se aproximarem da zona e se tiverem informações ou detetarem algo suspeito, para contactarem imediatamente as forças policiais.

A embaixada portuguesa em Londres ainda não tinha, até ao momento, conhecimento se existiam portugueses entre as vítimas.


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