JPP acusa SESARAM de “alimentar privados” à custa do erário

O partido JPP manifestou a sua preocupação pela falta de manutenção dos equipamentos do SESARAM – Serviço de Saúde da Região Autónoma da Madeira, nomeadamente aqueles que estão relacionados com os exames de diagnóstico, indispensáveis no sector da Saúde, com uma acção política junto àquela unidade hospitalar.

“Sabendo que, sistematicamente, se registam avarias nestes equipamentos, é certo que não está a ser dada resposta aos utentes do SESARAM. Continua a haver avarias sistemáticas, quer ao nível da hemodiálise, quer das ressonâncias magnéticas, o que não se justifica, já que os contratos de manutenção deveriam salvaguardar estas avarias, com uma substituição, enquanto consertam o que está avariado”, afirmou a deputada Patrícia Spínola, esta manhã, junto ao Hospital Dr. Nélio Mendonça.

O JPP entende que esta situação vem “demonstrar uma clara falta de pagamentos dos contratos de manutenção com as respectivas empresas”, até porque “os mesmos equipamentos, no privado, onde é dada resposta aos utentes do SESARAM, no caso da hemodiálise, por exemplo, não avariam com a mesma frequência que acontece no hospital”.

Patrícia Spínola revelou “uma média de gastos, no ano passado no serviço privado, com a hemodiálise, no valor de 330 mil euros por mês, e de cerca de 5 milhões de euros anuais de custos, quando o hospital dispõe de 20 postos de hemodiálise (mas, devido a avarias, nem todos funcionam).

“O que ganha o SESARAM em não arranjar os seus equipamentos, em não assumir os contratos com as empresas de manutenção, quando tem de mandar mais utentes para o privado – não deixam de ter o seu tratamento, é certo – mas com um custo profundamente acrescido para o erário público?”, questiona o partido.

Segundo esta força política, em 2014, há registos de dois mil utentes a aguardar por ressonâncias magnéticas, quatro mil à espera de uma TAC, 3800 a aguardar por uma mamografia e 4800 por uma ecografia.

“Pensamos que actualmente, estes números não se alteraram muito, porém não é possível saber ao certo, já que não temos acesso a estes valores: estão guardados a sete chaves”, lamentou a deputada do JPP.


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