Fotos: Rui Marote
O secretário regional da Saúde, Pedro Ramos, garantiu hoje aos profissionais de saúde, reunidos no Hospital Dr. Nélio Mendonça, que o novo hospital “vai ser uma realidade”. Uma promessa reforçada também, na ocasião, pela administradora do SESARAM, Tomásia Alves.
Pedro Ramos falava na apresentação da fase final do projecto de arquitectura do novo hospital, segundo o programa funcional previsto. Tratava-se de uma reunião aberta à comunicação social (e não para a comunicação social), mas de qualquer forma regista-se o facto de que o secretário da Saúde fez questão de agradecer a todos os presentes, menos à comunicação social (que é quem transmite o andamento do almejado novo hospital à população em geral). No final, a sessão foi encerrada rapidamente, sem direito a quaisquer perguntas, nem dos presentes nem dos jornalistas presentes. Todavia, o secretário da Saúde disse que a auscultação aos profissionais continuará até ao final do ano.
Pedro Ramos começou por congratular-se com a presença no local do ex-secretário da Saúde, João Faria Nunes, “totalmente recuperado” após uma cirurgia. Depois, mostrou-se satisfeito por poder estar no Hospital Dr. Nélio Mendonça, onde passou muitos anos da sua vida médica, “e poder anunciar aos profissionais uma nova casa”.
“Como vêem, continuamos a trabalhar, pois este hospital vai ser uma realidade”, afirmou, relembrando que “este é um processo que tem tido várias fases, desde a sua intenção, planificação, organização, e, finalmente, concretização. Estamos na fase da elaboração do projecto, já foram todos consultados, vão voltar a ser consultados. Este é um projecto que é de todos, por isso todos têm participado e vão voltar a participar agora numa nova fase da arquitectura do processo”.
Na ocasião, foi apresentada uma rudimentar maquete e múltiplas plantas do projecto à assistência. O secretário regional da tutela conta que no final deste ano possa ser apresentado o projecto final de execução, e obter financiamento para o mesmo.
“Estamos a fazer o nosso papel”, garantiu. “O hospital é de interesse comum, é um hospital que é de todos, de todos os madeirenses, mas é também de todos os portugueses e daqueles que nos visitam. Será uma certeza, porque o seu investimento vai permitir ganhos em saúde, vai possibilitar maior concentração de recursos, melhor gestão, menos despesa, mais efectividade, mais eficiência, mais tecnologia, menos internamento, mais hospital de dia, mais ambulatório, mais segurança, mais qualidade, ou seja, mais e melhor resposta”.
O governante recordou na oportunidade que foi feito um pedido para o Governo da República considerar o novo hospital um projecto de interesse comum, que obteve resposta não favorável da responsabilidade da Comissão de Acompanhamento das Políticas Financeiras, “provavelmente reforçada por uma análise um pouco negativa da Direcção Geral de Saúde”. Mas aquilo que foi alegado, disse, nomeadamente “instalações inadequadas, dispersão de recursos, e mais gastos e despesas”, são, no entender do secretário, as três razões que justificam a nova unidade, para promover “mais emprego, melhoria da dinâmica da economia regional e nacional, mais segurança, mais qualidade, menos infecções (…)”.
“Alegaram que não cumprimos com alguns artigos da Lei de Finanças das Regiões Autónomas; mas é importante realçar que os critérios que consubstanciam a classificação de um projecto como PIC (Projecto de Interesse Nacional) são razões de estratégia nacional, consequências em termos de balança de pagamentos ou criação de postos de trabalho, diminuição de custos e especial relevância nas áreas sociais (…)”, pelo que “está mais que justificado porque é que exigimos que esta construção seja um projecto de interesse comum”.
Pedro Ramos sublinhou que será criado meio milhar de postos de trabalho no último ano d da obra, que será garantida, por outro lado, a robotização de algumas áreas (farmácia e armazéns). 590 camas estarão disponíveis, bloco operatório com salas e 22 camas de recobro, 151 postos de funcionamento do hospital de dia.
Terminando, referiu que este projecto “vem ao encontro das nossas expectativas, como profissionais de saúde, e da população”.
O médico Mário Rodrigues, por seu turno, também falou, para relembrar como nasceu esta ideia do novo hospital “já em 2003 e que andou para a frente e para trás, até agora”. Referiu que o anterior secretário, Faria Nunes, conseguiu que houvesse concordância entre as partes envolvidas, para dar andamento ao trabalho efectuado em 2009, e referiu que se quer agora ouvir as pessoas envolvidas nos serviços transversais ao projecto, para que por volta do dia 15 deste mês o mesmo esteja concluído e se possa passar à revisão do mesmo, para conclusão até final do ano e lançamento do concurso.
Um dos arquitectos envolvidos no projecto, Ilídio Policarpo, apresentou o mesmo, sublinhando a melhoria de acessibilidades ao nível interno, a preocupação com os acessos e, em termos tecnológicos, para que cada serviço possa continuar a laborar em termos normais, mesmo que tenha de ser submetido a manutenção. Dividido em três zonas principais, o corpo norte, o corpo central e o corpo sul, o novo hospital albergará, no primeiro, a consulta externa, no segundo o corpo técnico e médico, o apoio logístico e
áreas técnicas, e no terceiro, as áreas de internamento, auditórios e saúde mental. O Hospital, defendeu, foi idealizado como uma área confortável para as pessoas trabalharem, de forma humanizada; sempre que possível, introduziu-se a existência de luz natural nos serviços. Atravessado por alamedas horizontais para facilitar a circulação, os percursos do pessoal hospitalar e dos doentes são processados de forma distinta da dos utentes externos. Estão previstas, disse, amplas áreas de estacionamento.
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