Guias intérpretes realizaram formação no Museu de Arte Sacra

 

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Uma trintena de guias intérpretes que exercem as suas funções no sector do turismo realizaram uma acção de formação que terminou hoje, debruçando-se sobre o tema “Museu de Arte Sacra do Funchal – História e Colecções”.

Planeada e efectuada numa articulação e colaboração com a Delegação da Madeira do Sindicato Nacional da Actividade Turística, Tradutores e Intérpretes, a acção em curso nos dias 20 e 21 de Fevereiro constituiu uma oportunidade para um vasto grupo de profissionais se actualizar em relação ao acervo do Museu e para ajudá-los a pensarem circuitos de visita à cidade em que venham a integrar o Museu de Arte Sacra do Funchal, refere nota da instituição.

A proposta formativa do Museu teve o melhor acolhimento do Sindicato das Guias, com as inscrições a esgotarem rapidamente a lotação prevista para esta formação, refere o Museu.

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“De uma forma geral, visa-se alcançar uma maior divulgação e visibilidade do museu, tornando-o mais conhecido pelo público em geral. Mas, sabendo-se do papel crucial que desempenham as guias e intérpretes junto dos turistas que visitam a Madeira e que, individualmente ou em grupo, procuram roteiros no âmbito do chamado “turismo cultural”, pretende-se que estes agentes do sector possam desempenhar de forma mais esclarecida e com conhecimento de causa o seu papel de intermediação junto dos visitantes, quer nas visitas guiadas, quer no aconselhamento ou sugestões que possam dar aos nossos turistas”, refere a informação a que tivemos acesso.

Os formadores foram Martinho Mendes e Elisa Vasconcelos, elementos da equipa técnica do Museu de Arte Sacra do Funchal, com a realização de sessões teóricas na parte da manhã e de trabalhos práticos e visitas guiadas na parte da tarde.

Assim, no final desta formação, realizada na Sala de Exposições temporárias do Museu, os participantes terão aprofundado os seus conhecimentos quanto ao património imóvel e a história do Museu de Arte Sacra; a sua colecção de ourivesaria: tipologias, funções, proveniências, relevância artística, e história dos diversos objectos que compõem o núcleo; colecção de pintura e escultura portuguesa: proveniências, autores/atribuições, características estéticas e estilísticas, e temas apresentados; a colecção de pintura e escultura flamenga, têxteis e mobiliário; a relevância da colecção de Arte Sacra no contexto da história e identidade insular.

O Museu de Arte Sacra do Funchal expõe, desde 1955, um conjunto patrimonial composto por colecções de pintura, escultura, ourivesaria, têxteis e paramentaria religiosas que testemunham cinco séculos de história da ilha da Madeira.

Entre as coleções do Museu destaca-se a pintura flamenga dos séculos XV e XVI, que chegou à Madeira durante a chamada época áurea da produção açucareira. Os painéis de pintura flamengos distinguem-se não só pela sua grande qualidade artística como pelas suas grandes dimensões, pouco comuns nos exemplares de arte flamenga presentes em outros museus da Europa.
É de realçar, ainda, a colecção de escultura flamenga, proveniente especialmente de Malines e de Antuérpia; a colecção de pintura e escultura portuguesas dos séculos XVI, XVII e XVIII e o núcleo de ourivesaria onde se inclui uma cruz processional, oferecida por D. Manuel I à Sé do Funchal.


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