Porto Santo aposta no “Geoparque” para fugir à sazonalidade do turismo

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O Porto Santo aposta no ecoturismo para cativar novos mercados e fugir à sazonalidade.

O I Seminário Transnacional de Intercâmbio de Experiências, debatendo o ecoturismo, reuniu, no convento de Santo Domingo de La Villa, em Teguise, Lanzarote, representantes da Madeira, através dos municípios de Porto Santo e Porto Moniz, Canárias, Açores, cabo Verde, Mauritânia e Senegal.

O evento, que tem como objetivo promover o património natural das regiões, visa ainda definir estratégias comuns e contribuir para a concentração de esforços tendo em vista funcionar como grupo de pressão para a definição de políticas, de apoios e de concretização de propostas.

Entre os projetos aprovados no âmbito de apoios europeus, o INTERREG, o Porto Santo viu aprovados o geoparque e o correspondente às comemorações da descoberta da ilha, contributos que, segundo o presidente da Câmara Municipal, Filipe Menezes de Oliveira, “serão extremanente importantes para a concretização do projeto e da estratégia definidas para o Porto Santo e que se prendem com a exploração de novos nichos de mercado, nomeadamente de natureza, como sejam os trails, os percursos pedestres, a Asa Delta, o turismo ornitológico, entre outros”.

Para Menezes de Oliveira, é importante que “o Porto Santo não seja só um destino de praia e sol, proporcionando outras alternativas e outras ofertas para atrair aqueles que são os novos mercados de turismo de natureza. O geoparque enquadra-se nesse princípio e foi um projeto que esteve na gaveta durante anos e que já poderia ter sido incrementado antes. Vamos agora dar o impulso, sempre numa perspetiva de acolhimento de novos turistas e, com isso, chamar ao Porto Santo novas companhias low-cost, que poderão contribuir para dar outra dinâmica à economia da ilha”.

Relativamente ao transporte aéreo, o autarca diz que o importante, numa primeira análise, é criar a procura. “Não conseguimos melhorar o transporte aéreo sem uma procura por parte de turistas. É preciso atrair turismo na época baixa e com isso incentivar a melhoria dos transporte”.

No que toca à presença em Canárias, o presidente da Câmara do Porto Santo considerou “extremamente positiva, pela troca de experiências” e “pela importância de formar lobby em centros de decisão”, anunciando que em 2018 estes participantes estarão no Porto Santo para avaliar o que foi entretanto implementado e definir novas estratégias, facto que “é importante para o desenvolvimento da ilha”.


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