
Fernando Santos, o selecionador de Portugal campeão europeu de futebol 2016, foi eleito personalidade do ano pela Associação de Imprensa Estrangeira, numa cerimónia que decorreu há pouco na cidade do futebol, em Oeiras, onde o presidente da Federação, Fernando Gomes, anunciou a construção de um pavilhão para o futsal, aberto à população, num protocolo assinado com a Câmara local, e referiu o papel social da Federação, fazendo alusão ao jogo Portugal-Suécia que se realiza no Funchal.
Fernando Santos falou emocionado, agradeceu a Marcelo e a Fernando Gomes, o primeiro porque acreditou sempre na vitória em França, o segundo porque além disso “acreditou nas minhas capacidades para orientar a equipa”. Agradeceu à família presente e mandou uma saudação para a sua filha, que vive na Madeira.
Para o Presidente da República, Fernando Santos tem uma parte importante daquela vitória no europeu, apontando as qualidades do selecionador. “Se me dessem a escolher muitas pessoas que pudesse elogiar, teria escolhido António Guterres e Fernando Santos. As pessoas têm a idéia de que uma pessoa nasce herói. Há uns que pensam que são e são mesmo e outros que pensam que são e não são. E há o herói improvável, porque é igual ao homem e à mulher comum, que foi fazendo o seu percurso, e por onde passou deixou um rasto de admiração, consideração e amizade. É difícil deixar esse rasto em casas tão diferentes”, referindo-se ao homem campeão europeu.
Para Marcelo, Fernando Santos descobriu naquela equipa de Portugal aquilo que ela tinha de melhor, o que é melhor nos portugueses. “E nós, portugueses, somos muito bons”. Para o Presidente, Santos é um homem de caráter, muito humilde, e é essa personalidade que cria uma aproximação afetiva única, aquilo a que podemos chamar humanidade. Ele é assim, ele foi assim como dirigente dos pais salesianos, é assim na sua família, na ligação aos pais e amigos. As pessoas aprenderam a respeitar um heroismo quase anónimo, sem parangonas, improvável”.
Marcelo, num momento de humor, revelou ter telefonado a Fernando Santos, aquando da disputa do europeu, “a horas incríveis, ainda por cima sou notívago”, além da conversa que teve na cabina “no final de um jogo menos bom para Portugal, mas que o Fernando Santos sempre acreditou, e contagiou-me de tal modo que à saída fiz declarações otimistas a televisões estrangeiras, ao ponto de me dizerem que o treinador pode ser assim, mas alguém com responsabilidades, assim, não, convinha ser mais cauteloso”.
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