Turismo 2017-2021 acelera “oferta natural” e qualidade do serviço

eduardo jesus
Mais importante do que criar mais camas, é necessário requalificar as existentes, defende Eduardo Jesus.

A Madeira vai intensificar os objetivos para o turismo de futuro na Região, assentes na “oferta natural” e na “qualidade de serviço”, metas plasmadas na Estratégia para o Turismo 2017-2021 e no POT (Plano de Ordenamento Turístico), ambos em fase final de sistematização dos contributos recolhidos durante o período de consulta.

O secretário regional da Economia, Turismo e Cultura aponta que esta nova realidade “é partilhada por todos, em prol de um território que efetivamente encontra, neste setor, uma das suas principais fontes de riqueza e, mesmo, uma das suas principais alavancas de evolução para a sua estabilidade futura”.

Madeira não é destino de massas

Para Eduardo de Jesus, é importante salientar que “a Madeira nunca foi um destino de massas”. E é claro neste aspeto: “Nem tem dimensão para tal nem tal corresponde ao seu ADN”. Afirma que “a estratégia e o objetivo apontam precisamente no sentido inverso e estamos a trabalhar para consolidar a Região enquanto destino ativo, que se diferencia pela sua autenticidade e genuinidade, pela oferta natural e, naturalmente, pela sua qualidade de serviço, assente num vasto conjunto de experiências que podem ser desfrutadas com bom clima e segurança durante todo o ano”.

Equilíbrio entre oferta e procura

Face a este cenário, falar em aumento de camas é prematuro e pouco aconselhável sem outras avaliações que correspondam a uma necessidade efetiva e devidamente enquadrada e comprovada. O governante que tutela a área do Turismo lembra que “a evolução do setor só é sustentada havendo equilíbrio entre a oferta e a procura. A Madeira tem capacidade de aumentar a sua oferta desde que garanta a procura correspondente, evitando-se a pressão sobre o preço e a consequente degradação do setor, sendo este último aspeto da maior importância. Aliás, é importante trabalharmos em conjunto, sendo muito razoáveis e objetivos em todas as análises que se venham a fazer nesta matéria”.

Mais do que criar camas, é requalificar

hotel
Taxas de ocupação permitem finalmente a rentabilização dos investimentos efetuados.

Eduardo Jesus diz que “o nosso destino demorou mais de vinte anos a atingir as taxas de ocupação que agora ostenta e os patamares que, finalmente, permitem, atualmente, a rentabilização dos investimentos efetuados. Mais do que criar novas camas, teremos de apostar na requalificação das mesmas e numa oferta que seja e se mantenha de qualidade aos nossos turistas”.-

Por esta avaliação e confrontado com a posição do presidente da Câmara Municipal de Machico, que defendeu mais 1000 camas para o concelho e considerou que o número de camas deveria ser estabelecido precisamente por concelho, o secretário refere que o crescimento turístico “deve ser gradual e sustentado, por forma a criar condições que possam ser aproveitadas por toda a atividade, neste caso local. Fixar o número de camas sem prever a sua implicação, não se afigura na linha do cuidado que suporta os estudos que temos promovido e que deram origem à atual estratégia e correspondente POT”.


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