O presidente da concelhia do Partido Socialista (PS) de Santa Cruz, Cláudio Torres emitiu hoje um comunicado onde defende a afectação da receita extraordinária proveniente dos Juros de mora relativos ao IMI e IMT a áreas com maior carência no Concelho.
Segundo o PS, o Governo da República irá transferir 530.000 euros para o Município de Santa Cruz, receita extraordinária proveniente dos Juros de Mora relativas ao IMI e IMT retida pelas Finanças ao longo dos últimos 12 anos e que finalmente foram desbloqueadas pelo executivo do PS.
Atendendo que o Orçamento Municipal para 2017 já foi aprovado, o PS defende que esta importante receita seja utilizada em investimento nas áreas de maior carência em Santa Cruz, em particular, em resolver os problemas que o executivo do JPP não tem dado resposta justificando ‘‘falta de dinheiro’’ e que nunca entraram na lista de prioridades deste executivo.
Sublinha que, com a actual transferência, o Município vê reforçado a capacidade de investimento em mais de 50%, isto, tendo em conta que para 2017 o investimento efectivo rondava 1 milhão de euros (metade do que anunciava o presidente Filipe Sousa).
Das áreas com maior carência, o PS defende o reforço do investimento no:
- Apoio social, em particular no apoio às Escolas e Famílias mais vulneráveis (invertendo o desinvestimento do JPP no Orçamento em 2017);
- Estradas municipais, caracterizadas pelo avançado estado de degradação, mal sinalizadas e inseguras;
- Limpeza urbana, em particular no aumento do número de ecopontos;
- Rede de água potável, que resolva as enormes perdas (actualmente 80%) e descrito como principal desperdício dos recursos municipais (superior a 1.800.000 euros/ano);
- Apoio associativo e desportivo, altamente penalizados pela ausência de quaisquer apoios municipais nos últimos anos.
“O PS deu o primeiro passo e teve a iniciativa de repor a justiça, transferindo para o Município uma verba que por direito lhe pertence. Ao JPP, cabe a responsabilidade de encontrar a melhor forma de gestão, alocando em áreas de maior carência e que contribuam para a construção de um futuro sustentável em Santa Cruz”, remata.
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