Governo Regional e Porto Santo Line sob fogo na Assembleia Legislativa Regional

rui barreto

O CDS levou ao parlamento uma proposta para compensar os porto-santenses do valor do transporte do aeroporto em Santa Cruz para o Funchal, na altura em que o ferry Lobo Marinho vai para manutenção anual e os cidadãos da Ilha Dourada têm de se deslocar de avião nas suas vindas à Madeira. E isso desencadeou uma série de intervenções de deputados de partidos da oposição,  que acusaram a empresa concessionária da ligação ferry entre a Madeira e o Porto Santo de não cumprir o caderno de encargos. Roberto Almada, do Bloco de Esquerda, disse que “não conseguia compreender como o Governo Regional tem pactuado com uma situação de incumprimento do contrato”. Afirmando que no dito contrato de concessão está previsto que quando o Lobo Marinho vai para manutenção a empresa concessionária deve assegurar um outro transporte de barco, considerou a resolução proposta pelo CDS pouco ambiciosa. A empresa concessionária “viola grosseiramente” o contrato, acusou.

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Por seu turno,  o comunista Edgar Silva disse que o Governo Regional não tem acautelado devidamente o direito dos cidadãos insulares à mobilidade, e não o tem feito tanto relativamente a transportes para o continente,  como inter-ilhas. “Não tem conseguido,  junto do operador,  ter uma intervenção que faça valer o interesse regional e uma alternativa marítima”. Apontando que o avião tem limitações sérias a nível de número de passageiros e de transporte de mercadorias, insistiu em que a operação marítima “não está a ser garantida”. Há,  sublinhou,  pessoas que não podem viajar de avião,  doentes,  a quem a inexistência de uma embarcação substituta cria graves problemas.

jaime leandro

Da parte do PS, Jaime Leandro referiu que “há contratos que são feitos para ser violados” e considerou que este é um deles. “Um contrato que era para ser cumprido durante 12 meses por ano,  está a ser cumprido durante 11 meses”, criticou. Um exemplo,  declarou, de como o Governo Regional “é fraco com os fortes”, permanecendo “sob o jugo de um grupo económico”. Neste sentido, exigiu a intervenção do secretário regional da tutela,  Eduardo Jesus.


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