Congresso do PSD-M: “Bragança”, o homem de confiança… desde a primeira hora

bragancaNão é esse o seu nome mas todos o conhecem por “Bragança”. É um militante do PSD-Madeira desde a primeira hora.

Aliás, mesmo antes do partido ter sido fundado, a 4 de Maio de 1974, foi dinamizador da Frente Centrista da Madeira (FCM) que, depois, se fundiu no PSD-M.

Ao Funchal Notícias, lembrou as palavras que o coronel Azeredo transmitiu à comitiva que foi levar ao Palácio de São Lourenço, as assinaturas para a fundação da FCM: “Até que enfim aparece, aqui, um partido democrático”, em contraponto com os movimentos de esquerda.

“Bragança”, natural de São Vicente, lembra-se da 1.ª sessão de esclarecimento, no antigo cinema da Ponta do Sol. Oficialmente, o 1.º congresso do PSD-M realizou-se, depois, no Casino, mas foi na Ponta de Sol que, com a presença de Sá Carneiro, se realizou o 1.º congresso informal.

Bragança recorda-se ainda do congresso do PSD-M que teve lugar em Machico e do desafiante episódio do ex-presidente da Câmara da Ponta do Sol, Egídio Pita ter ido bater à porta da casa da mãe do Pe. Martins para tomar chá.

Junta-se à conversa Teresa Valério, militante que também participou na sessão de esclarecimento da Ponta do Sol.

Do alto dos seus 80 anos, agora como observadora, veio “observar” o renovado PSD-M.

Ela que, há mais de 40 anos, ocupou cargos no partido durante três mandatos consecutivos. Foi também 1.º tesoureira da 1ª Junta de Freguesia de Santa Maria Maior, no Funchal. Era então presidente Jorge Pereira.

Lembra que deram aos primeiros eleitos a chave de uma sala vazia na Rua do Oudinot. Estava tudo por fazer e ninguém tinha experiência de como funcionavam as juntas de freguesia. Felizmente Teresa Valério tinha amigos socialistas, em Lisboa que a ajudaram a passar certidões, redigir documentos, gerir os parcos dinheiros que eram afetos à Junta.


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