
O XVI Congresso do PSD-M, que decorre até amanhã no centro de congressos do Casino, está apostado em unir na diversidade. Não há militantes de primeira nem de segunda. Todos são fundamentais na estratégia vencedora do partido, assegurou o líder Miguel Albuquerque, perante os cerca de mil presentes na cerimónia de abertura.

Estas foram as palavras usadas, logo no arranque dos trabalhos. Uma mensagem que acabou por repetir-se ao longo deste sábado na voz de vários protagonistas. De Adolfo Brazão, presidente da Mesa do Congresso, a Jaime Filipe Ramos e a Rui Abreu, secretário-geral, não é hora de andar com recados nas redes sociais, sob a capa do anonimato. Tal como Albuquerque e Rubina Leal, defendem que os diferendos se resolvem internamente, em clima de lealdade e transparência. O embate eleitoral de outubro próximo, as autárquicas, não se compadece com amadorismos.
O aviso foi para todos. Novos e históricos.

O antigo líder dos social-democratas, Alberto João Jardim, não ouviu estas advertências, porque não compareceu. Preferiu o futebol. Esteve nos Barreiros, conforme o FN noticiou, para assistir ao jogo Marítimo-Sporting, na companhia de um seu secretário regional, Manuel António.
A ausência de Jardim é um claro sinal da rutura entre duas eras, mas não impediu que a máquina laranja fizesse transparecer para o exterior o apoio das bases e das estruturas partidárias em torno da liderança de Miguel Albuquerque, o seu sucessor.

O momento foi de unidade. Alguns históricos, ligados à era jardinista, juntaram-se a caras novas, no arranque do congresso. Cunha e Silva, Rui Adriano, Bazenga Marques, Paulo Fontes, Santos Costa, Brazão de Castro, Francisco Santos e João Dantas, apesar de afastados de qualquer cargo político, não faltaram à chamada, em nome do dever partidário.

O atual elenco governativo também marcou presença.

Pedro Ramos e Susana Prada, secretários regionais da Saúde e do Ambiente e Recursos Naturais, são figuras independentes neste governo, mas quiseram mostrar solidariedade para com os colegas e chefe do governo.

Resta aguardar pelos próximos meses para avaliar da solidez da estratégia social-democrata.
As eleições autárquicas de outubro serão a prova de fogo. Miguel Albuquerque quer recuperar as setes câmaras perdidas para a oposição em 2013.

Por enquanto, não há candidatos assumidos. Só para junho, anunciam os órgãos de decisão do partido.
Rubina Leal, a atual secretária da Inclusão e Assuntos Sociais, é o principal nome apontado para disputar a principal câmara da Madeira, a do Funchal. Mas Pedro Calado, antigo vereador de Albuquerque enquanto presidente da CMF, perfila-se também na corrida, sobretudo pela experiência autárquica.
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