A representação parlamentar do PPM no parlamento açoriano veio tornar pública a sua discordância com a decisão, “tomada de forma unilateral pela presidente Ana Luís, sob pressão do Partido Socialista, de desmarcar a realização da sessão plenária que se realizaria , entre os dias 10 e 13 de Janeiro, “alegadamente devido ao falecimento do Dr. Mário Soares e ao consequente luto nacional decretado pelo Governo da República”.
O PPM sublinha que “lamenta profundamente o falecimento do Dr. Mário Soares, figura maior da política portuguesa no último quartel do século XX e um dos grandes símbolos do regime democrático restaurado em Portugal a partir de 1974”. Admitindo que o PPM muitas vezes teve posições opostas às de Soares, coincidiu sempre com ele “na defesa da liberdade e da democracia”.
Afirmando que nada os move contra a memória de Mário Soares, os monárquicos discordam todavia do cancelamento dos trabalhos parlamentares ao longo de toda a semana de reunião plenária programada.
“Na reunião de líderes do Parlamento dos Açores (…) a representação parlamentar do PPM propôs que o Plenário não realizasse na terça-feira (dia 10 de Janeiro) no sentido de não coincidir com o Funeral de Estado, mas apenas no dia seguinte (11 de Janeiro), numa sessão evocativa do Dr. Mário Soares, semelhante à que a Assembleia da República realizará no mesmo dia. Nos dias seguintes, dias 12 e 13 de Janeiro, o plenário decorreria, de acordo com a nossa proposta, com inteira normalidade.
Porém, a presidente da Assembleia Legislativa do Açores “impôs, sob proposta do PS, o cancelamento total dos trabalhos do plenário ao longo de toda a semana. Trata-se de uma posição incompreensível e ilegal”, assevera o PPM, pelo que a representação parlamentar desta força política diz que irá recorrer, nos termos regimentais, “da decisão ilegal tomada pela Presidente do parlamento dos Açores”.
Descubra mais sobre Funchal Notícias
Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.







