Crónica Urbana: A regata que “desviou dinheiro da acção social escolar”

The Extreme Sailing Series 2016. Act 6. Madeira. Portugal. 25th September 2016. Credit - Lloyd Images
The Extreme Sailing Series 2016. Act 6. Madeira. Portugal. 25th September 2016. Credit – Lloyd Images

Rui Marote

No passado mês de Setembro, as regatas da ‘Extreme Sailing Series’ trouxeram autênticos ‘Fórmula 1’ dos mares à baía do Funchal. Eram os notáveis catamarãs GC32, capazes de atingir grandes velocidades, e que são utilizados  um conceito de “regata de estádio”, para ser assistida pelo público em proximidade, nas baías dos portos. Porém, o vento, esse, não ajudou por aí além, e pouco se viu das extraordinárias velocidades de que estas embarcações são capazes.
A aposta na promoção da Madeira através deste evento desportivo foi polémica desde o início. Sabem os madeirenses quanto custou este evento? O presidente da Assembleia Geral do Nacional, em dia de aniversário do clube, em 8 de Dezembro passado, ao encerrar a noite comemorativa, levantou a ponta do véu.
O Funchal Notícias transcreve esses dois parágrafos, porque importa meditar nestas coisas: “No ano passado, o Orçamento Regional tirou dinheiro ao Nacional com a justificação de que era para a “acção social escolar”, mas afinal foi para gastar numa regata não orçamentada. Tirar ao futebol para uma regata à vela sem qualquer interesse competitivo não parece o melhor dos investimentos”.
Tudo isto e muito mais ouviu o sócio nº 5.525, ex-presidente da Assembleia Geral dos alvi-negros, Miguel Albuquerque.
Numa altura em que a Extreme Sailing Series prossegue por longínquas paragens – a mais recente decorreu há dias nos antípodas, mais precisamente em Sidney, Austrália, importa meditar se vale a pena gastar centenas de milhares de euros para inscrever simplesmente ‘Visit Madeira’ numa embarcação que não tem nem um tripulante madeirense. Não se tratará simplesmente… dum desperdício de dinheiro?