A eurodeputada socialista madeirense Liliana Rodrigues, enquanto membro da delegação da NATO e vice-presidente para as relações da União Europeia com os Países do Mediterrâneo, pediu à Comissão Europeia respostas com carácter de urgência às seguintes questões:
“Atendendo aos relatos e imagens que nos chegam de Aleppo por parte dos media e das redes sociais que, alegadamente, mostram civis sírios a serem executados e crianças a serem encurraladas em edifícios pelas forças governamentais sírias, com o apoio da Rússia e da Turquia, gostaria de saber:
- Que medidas concretas estão a ser tomadas pela UE para proteger estes cidadãos?
- Que apoio está a dar a UE à evacuação destes cidadãos?
- Que resultados concretos dos esforços diplomáticos da UE perante a ONU foram conseguidos?”
Liliana Rodrigues está bastante preocupada com os relatos que lhe chega daquela região da Síria onde, alegadamente, civis estão a ser executados, incluindo crianças e mulheres, numa lógica de porta a porta pelas forças governamentais do Governo Sírio. Alguns relatos falam de famílias inteiras que foram mortas pelas forças do Presidente Assad que conta com o apoio da Rússia e da Turquia.
“Tudo isto é de uma vergonha imensa e não entendo como podemos nós estar a financiar um acordo para integração de refugiados quando esse país é cúmplice nesta matança” disse Liliana Rodrigues referindo-se à Turquia. “Custa-me perceber como é possível que membros da ONU permitam esta ofensiva sobre vilas e cidades matando tudo o que encontram pela frente. Custa-me lidar com o rompimento do cessar-fogo para garantir ajuda humanitária aos civis por parte de um membro da ONU. Não se pode adiar a evacuação destes cidadãos. Não se pode deixar estas pessoas à mercê das bombas que caem de ambos os lados. Os russos deram 3 dias aos rebeldes para se entregarem mas não poupam o que resta de Aleppo, nem as suas crianças”.
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