Os alertas sucedem-se ao Funchal Notícias. Os habitantes desta zona urbana alegam “abuso e ocupação do domínio público” por parte do Club Sport Marítimo da Madeira com a controversa empreitada que está a ser executada de construção do Estádio do Marítimo e edifício de apoio ao mesmo, já conhecido pelo “galinheiro” do clube.
Os moradores protestam contra aquilo que consideram ser “uma verdadeira ocupação do domínio público, com a cegueira dos responsáveis camarários e demais entidades” que licenciaram este investimento, “prejudicando os interesses dos cidadãos”. Da parte do Marítimo, se o clube não marca, já a obra soma e segue, indiferente aos protestos.

Quem reside no Caminho dos Barreiros sempre se habituou aos jogos do vizinho Marítimo. Tudo muito pacífico. Mas a empreitada que está a ser executada está a “encurralar” os moradores com a excessiva volumetria. Mas não só. “Além de ser oferecido o estádio dos Barreiros (pertença do património da Região Autónoma da Madeira), retiram faixas de rodagem aos cidadãos e prejudicam a qualidade de vida com a enorme volumetria, tanto do campo como dos seis andares no “galinheiro” em construção, que abrange o passeio e a faixa de rodagem”, conforme o FN apurou.

Como se não bastasse, alega quem habita nesta zona, “vão pintar a estrada e borrar as marcas”. Tudo está a ser documentado pelos cidadãos para denunciar nas instâncias certas.

Esta contestação dura há meses, inclusive com protestos na Câmara Municipal do Funchal, aparentemente sem solução, já que a obra cresce a olhos vistos.
O próprio FN já ouviu a posição da autarquia, tendo o vereador Domingos Rodrigues alegado que esta obra tinha sido licenciada pela anterior vereação e que não tinha conhecimento de irregularidades urbanísticas.
Um olhar bem diferente dos habitantes junto ao estádio dos Barreiros.



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