A eurodeputada Liliana Rodrigues foi ontem nomeada pelo Grupo Socialista Europeu para acompanhar o relatório “Internet connectivity for growth, competitiveness and cohesion: European gigabit society and 5G” no âmbito da Comissão de Desenvolvimento Regional do Parlamento Europeu.
Liliana Rodrigues acolheu com satisfação a nomeação do Grupo Socialista para acompanhar este relatório: “O acesso e o aumento da capacidade de conectividade é hoje essencial para a economia e para a sociedade, impulsionando a próxima vaga de competitividade e inovação e permitindo que os cidadãos europeus possam usufruir de todos os benefícios do Mercado Único Digital. Prevê-se que, nos próximos 10 anos, cerca de 50 milhões de objectos, de residências a automóveis, fiquem ligados a nível mundial. As redes digitais que irão estabelecer-se serão importantes para a coesão territorial, garantindo que todos os cidadãos, de todas as comunidades da Europa, mesmo daquelas mais isoladas, possam participar e beneficiar do mercado digital ao nível do crescimento, do emprego e da competitividade.
Se a Europa quer garantir a sua competitividade futura, é crucial o investimento em redes de conectividade num quadro regulamentar estável de forma a proporcionar o equilíbrio entre uma concorrência efectiva e os direitos dos consumidores, aliás, este era já um dos objectivos da Comissão na sua Estratégia para o Mercado Único Digital de 2015, criar um ambiente favorável à implementação de redes digitais avançadas. De facto, a conectividade é um forte dinamizador da economia digital e da concorrência, mas não só. A internet representa bem mais do que a mera questão económica. Não podemos negligenciar o papel que estas redes em expansão podem desempenhar na partilha de conhecimentos e no impulsionar da investigação científica. O desenvolvimento científico há muito que assenta na partilha e na cooperação entre pares.
Outro aspecto importante da melhoria da conectividade passa por facultar a proximidade entre cidadãos, serviços públicos e decisores políticos. Isto implicará maior transparência e um maior compromisso na promoção de uma democracia que se quer mais activa e participativa na defesa dos valores fundamentais que devem orientar a nossa vida.
Hoje temos consciência, não apenas do que passa no nosso bairro ou país, mas também do que acontece no outro lado do mundo. Mais importante, podemos participar nisso que acontece agora no outro lado do mundo. Por isso, esta conectividade tem de vir acompanhada de um esclarecimento ponderado e responsável. Não nos podemos dar por satisfeitos por simplesmente estarmos conectados. Só assim a internet nos poderá abrir as portas a um mundo verdadeiramente mais coeso e humano.”
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